Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 15/01/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948,garante a todos os indivíduos o direito a Saúde, Segurança, Educação e ao bem-estar social. Entretanto, percebe-se que, o atual cenário brasileiro encontra-se em oposição ao que está referido o documento, no que se refere a decadência nas condições de vida de idosos, cada vez mais abandonados pela sociedade.Com isso, surge a problemática do abandono de idosos na contemporaneidade ocasionada, seja pela influência estatal, seja pela mentalidade construída pela sociedade.
Mormente, é válido afirmar que a atuação do Estado está intimamente ligada as dificuldades que que os indivíduos passam quando chegam ao estágio da velhice. Consoante a John Locke, filósofo político inglês, “O Estado é o responsável pelo bem-estar social”. Sob esse ponto de vista, é perceptível que o Poder Público vai de encontro ao pensamento do filósofo, uma vez que não gerencia de maneira arbitrária as circunstâncias de vida que os idosos são submetidos, muitas das vezes, estes sofrendo de abusos, maus tratos, abandonos, tanto por parte da família como em asilos, locais designados para pessoas idosas, fazendo com que as leis que estão estabelecidas sobre esses casos não sejam cumpridas. Além disso, com aumento da expectativa de vida, é manisfesto que a falta de investimento, por parte do governo, de centros para as pessoas com mais de 60 anos, acentua o empecilho.
Outrossim,cabe ressaltar que a sociedade em si está intrinsecamente relacionada modo de vida e como o idoso é visto na contemporainidade. Segundo o professor Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob esse viés, é notório afirmar que o pensamento do educador encontra-se na atualidade, já que os mais jovens e adultos não possuem uma educação direcionada tanto no âmbito financeiro, fazendo com que não tenham um projeto econômico destinada a velhice, tanto no âmbito social, que ocasiona em uma visão deturpada , enraizada na meio social, que o idoso não pode mais contribuir como um ser humano e cidadão.
Infere-se, portanto, que cabe o Estado, regulador da sociedade, por meio de políticas públicas, intrumentos que tem a função de auxiliar a administração do país, fiscalizar de maneira assídua o conjunto de ilegalidades que ocorrem quando abandonados e com a ajuda de assistências sociais monitorar o estilo de vida dos idosos, a fim de que possa garantir que tenham uma vida digna.Paralelamente, é de competência da escola através mudanças na área de ensino, que possui objetivo de ampliar o conhecimento, incentivar,desde os mais jovens, a um planejamento econômico e ao mesmo tempo instituir uma educação social, com a finalidade de mudar a visão do idoso,agora,como como ser humano possuidor de sabedoria e experiência que ainda pode contribuir com a sociedade.