Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 15/01/2021
De acordo com dados do site Isto é, o número de idosos vivendo em asilos é de aproxidamente 61.000 mil no Brasil. Esses resultados evidenciam que o abandono de pessoas na terceira idade vem se consolidando na realidade do país, à medida em que a um aumento na expectativa de vida. Diante disso, torna-se pertinente analisar como a insuficiência legislativa e o silenciamento dos meios de comunicação contribuem para essa problemática.
Primeiramente, deve-se ressaltar a ineficiência das normas na questão do descaso com os idosos na contemporaneidade. Segundo o filósofo John Locke, as leis fizeram-se para os homens e não para as leis. Ou seja, ao ser criada um lei é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas. Contudo, no que tange o abandono de pessoas mais velhas, verifica-se que as regulamentações estabelecidas pelo Estatuto do idoso não tem sido suficientes, visto que mesmo essa prática sendo considerada crime, infelizmente, ainda é frequente no país, em virtude da baixa elaboração de políticas públicas voltadas para conscientização da terceira idade acerca de seus direitos e de como denunciar diante de casos de violação. Desse modo, fica clara a insuficiência legislativa quando junto a ela não são elaboradas medidas preventidas.
Ademais, a falta de debates também configura-se como impasse. Conforme o filósofo Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Nesse sentido, para que o abandono de idosos seja resolvido, faz-se necessário discutir sobre. Todavia, verifica-se um silenciamento, principalmente, das mídias acerca dos altos casos de descuido de pessoas na terceira idade em abrigos, por acha que o problema já foi superado com a elobração de um estatuto que garante o fornecimento do bem estar desses indivíduos. Como consequência disso, tem-se a priorização de outras demandas por parte das autoridades, já que o assunto permanece em situação de invisibilidade.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser superados. Para isso, o governo responsável pela elaboração de políticas públicas, deve, por meio de debates, promover a discussão acerca da importância da participação familiar na vida do idosos, a fim de eles tenham uma boa qualidade de vida. Além disso, cabe ainda ao poder público investir na divulgação dos direitos das pessoas mais velhas, para que, a partir disso, a sociedade tenha conhecimento do seu dever e das possíveis penalidades quando houver um desrespeito as leis. Assim, aos poucos, o país irá superar a questão do abandono.