Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/01/2021

A educação financeira é essencial para que um indivíduo aprenda a economizar, investir e ter controle do próprio patrimônio, além de ser fundamental para garantir qualidade de vida. No entanto, no que tange à inserção de tal conteúdo nas escolas, o sistema educacional brasileiro apresenta problemas. Dentre esses, cabe destacar a base educacional lacunar e a irresponsabilidade como fatores que contribuem para a persistência do abandono de idosos no país.

Em primeira análise, pode-se citar a lacuna educacional como um empecilho para a solução do quadro. A esse respeito, o filósofo e matemático grego, Pitágoras, afirma: “Educai as crianças e não será preciso punir os homens”. Contudo, percebe-se que diversas escolas públicas não ofertam uma matéria específica sobre planejamento financeiro básico e, por conseguinte, tal comportamento prejudica a formação dos alunos. Nessa lógica, sem saber como gerir e controlar recursos, os estudantes passam boa parte da vida sem se preocupar em poupar dinheiro, por exemplo, para a aposentadoria. Logo, em virtude da falta de planejamento para a velhice, diversos idosos são abandonados em asilos e hospitais.

Em segunda análise, nota-se a irresponsabilidade da população como uma causa latente do problema. Segundo o filósofo Fiódor Dostoiévski, “A melhor definição que posso dar de um homem é a de um ser que se habitua a tudo”, faz-se válido dizer que o indivíduo ausente de educação financeira pode se acostumar a agir de forma errônea, prejudicando a própria aposentadoria. Nesse sentido, devido ao deficitário sistema educacional, muitas pessoas adquirem hábitos irresponsáveis e permanecem agindo sem pensar no futuro, o que contribui para o abandono na velhice. Dessa forma, é imprescindível a dissolução desse panorama.

Verifica-se, portanto, a necessidade de efetuar mudanças nesse setor. Assim sendo, o Ministério da Educação (MEC) deve informar à população sobre os benefícios do planejamento financeiro, por meio da inclusão de palestras e campanhas educativas, a fim de abordar, apresentar e ensinar sobre o assunto abordado. Tais campanhas e palestras devem ser ministradas por profissionais capacitados e disponibilizadas nas escolas, com presença obrigatória dos pais e alunos, mediante questionários e aulas gratuitas. Desse modo, será possível estimular a criação de bons hábitos financeiros.