Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/01/2021

No filme “Up: Altas Aventuras”, há a retratação da vida de um idoso solitário. Do mesmo modo, a narrativa não destoa da realidade atual, na qual não só os idosos, mas principalmente eles vêm sendo abandonados e vivendo em condições precárias, devido à falta de planejamento e de financiamento para a estrutura de vida de pessoas com mais de 60 anos.

Em primeira análise, confome a Constituição brasileira, o idoso tem o direito a uma condição estável de vida, o que não vem ocorrendo. De maneira análoga, segundo Bourdieu, aquilo foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse sentido, a melhora na saúde, que deveria ser algo positivo, tem causado um aumento na expectativa de vida, gerando a falta de planejamento do modo de vida dos idosos, ocasionando na lotação de asilos, na precarização de financiamentos para as necessidades básicas e causando abandonos.

Ademais, devido ao abandono de idosos, eles vêm sofrendo prejuízos. Desse modo, de acordo com Foucault, o poder articula - se em uma linguagem que cria mecanismos de controle e coerção, os quais aumentam a subordinção. Nesse viés, os idosos vêm sendo subordinados a viverem em situações precárias e em solidão por conta do abandono deles pelos familiares e por viverem em ambientes desumanos, com falta de recursos básicos, gerando um aumento em doenças, como, ansiedade e depressão.

Portanto, ao governo é de extrema importância tomar atitudes contra a falta de planejamento para com a estabilidade dos idosos, por meio de um projeto de leis mais dinâmicas e com programas de conscientização. Destarte, com a finalidade de frear o abandono de idosos em questão na contemporaneidade, diminuindo  os riscos de doenças e a lotação de asilos e melhorando o suprimento das necessidades básicas e da companhia regular de familiares e amigos, em contraposição de como é retratado no filme: “Up: Altas Aventuras”.