Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/01/2021

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os idosos compõem mais de 20% da sociedade brasileira.Sob esse viés, percebe-se que, na contemporaneidade, ocorre o massivo abandono de idosos, caracterizando-se como uma atitude desumana e opressora, tendo em vista o desamparo que essas pessoas estão sujeitas, além de terem que enfrentar as limitações do envelhecimento sem apoio.Nesse sentido,emerge um problema complexo em virtude da falta de empatia e da insuficiência legislativa.

Em primeiro plano, o individualismo familiar contribui incisivamente para a perpetuação da problemática.A esse respeito, o sociólogo Zygmunt Bauman alega que a sociedade pós-moderna é fortemente pautada por valores egoístas.Nessa lógica, essa mentalidade,por vezes, é materializada no corpo familiar no momento de abandono do idoso e no descaso do cuidado com ele, o que evidencia a negligência dessas pessoas em praticarem ações empáticas e responsáveis. Nesse contexto,por estarem imersos em outra realidade, as pessoas não idosas da familia não são vitimizadas por essa situação e, logo, não percebe o processo de envelhecimento com a devida importância e persiste sem se colocarem na realidade sofrida pelos idosos.Assim,o idoso evelhece não somente com a dor física causada naturalmente,mas também com a fragilidade emocional do abandono feito por seus familiares.

Além disso, a ausência, por parte do Estado, de políticas públicas suficientemente efetivas dificulta a resolução dessa mazela.Nessa perspectiva, a Constituição Federal de 1988 defende o pleno direito ao amparo social dos idosos. No entanto, a realidade e outra, pois muitas pessoas ao envelhecerem ficam desamparadas diante da lei e, dessa maneira, vivem uma vida vulnerável e frágil de direitos básicos.Sob essa ótica,a legislação vigente falha ao não promover uma maior fiscalização da atitude dos responsáveis e do ambiente em que o idoso está inserido, o que tem impacto direto no seu modo de bem-estar social.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater o abandono de idosos no Brasil atual.Posto isso, cabe ao Ministerio da Cidadania formular uma campanha humanitária que evidencie a relevância de atenuar a realidade de muitas pessoas mais velhas que sofrem do abandono, com a finalidade de estimular a empatia familiar ,e alterar a legislação vigente. Isso deve ser feito por meio do relato anônimo de vítimas, destacando todo o sofrimento enfrentado, além da circulação dessa campanha em redes sociais de grande acesso,  como o Instagram. Desse modo, o direito previsto na Constituição, possivelmente, será verificado no país.