Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 15/01/2021
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, ao observar o abandono de idoso no atual cenário brasileiro, percebe-se que o ponto de vista do filósofo foi contrariado, uma vez que eles não estão sendo devidamente valorizados. Nesse sentido, pode-se afirmar que a falta de debates a base educacional lacunar agravam a situação.
Convém ressaltar, a princípio, que o silenciamento é um fator determinante para a persistência do problema. Segundo o filósofo Michel Foucault, na sociedade pós-moderna alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Sob essa lógica, fica evidente uma lacuna no que se refere ao debate em torno da valorização do idoso, que tem sido fortemente silenciada. Assim, sem diálogo sério e massivo em torno do problema, sua resolução torna-se impedida e dados como os divulgados pelo IBGE de que 35% dos idosos vivem sozinhos são cada vez mais recorrentes.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da lacuna educacional. Conforme Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema socia, há como base uma lacuna educacional. Sob esse viés, no que se refere ao idoso na contemporaneidade, fica notório a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter a problemática, pois não está trazendo às salas de aula conteúdos que ensinem a importância de não deixar de lado os idosos.
Logo, medidas estratégicas são nacessarias para alterar esse cenário. Para isso, é imprescindível que o Ministério da educação(MEC) em parceira com as escolas, discutam nas aulas sobre a importancia do idoso na sociedade, por meio de atividades realizadas em horários reservados para esse debate. Ademais, essas aulas devem ser abertas ao público para que possa atingir o maior número de pessoas, a fim de diminuir os casos de abandono na sociedade.