Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/01/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º a assistência aos desamparados e a previdência como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, tal prerrogativa não tem ênfase na prática quando se observa o abandono de idosos em questão na contemporaneidade, dificultando, desse modo, a universalização desses direitos na prática por parte da população. Nesse contexto, não há dúvidas que o abandono de idosos é um desafio no Brasil; o qual ocorre infelizmente, devido não só a falta de planejamento, mas também a falta de amparo do estado. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a falta de planejamento da população brasileira em relação a velhice, isto é, um levantamento feito pelo Banco Mundial apontou que cerca de 89% dos brasileiros não fazem economias visando o futuro. Certamente, o despreparo evidencia a falta de instrução e conscientização em relação ao envelhecimento. Por consequência, grande parte da população sofrerá com a falta de recursos financeiros para manter uma boa qualidade de vida na velhice, ocasionando o abandono de pessoas idosas em casas de repouso e asilos precários, o que, infelizmente, é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de amparo do estado como impulsionador do abandono de idosos na contemporaneidade. Certamente, a previdência é um direito constitucionalmente garantido aos brasileiros, todavia, toda a burocracia e demora para se ter acesso a esse direito fundamental acaba obrigando as pessoas idosas a trabalharem mesmo após anos de contribuição e cansaço acumulado. Como resultado, os idosos que possuem a saúde mais debilitada não conseguem ultrapassar as burocracias e receber o auxílio do governo, por conseguinte, passam a velhice sem recursos suficientes. Nesse sentido, há abandono dos idosos pelo governo brasileiro. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o ministério da educação adicione ao currículo escolar do ensino médio, disciplinas que desenvolvam o planejamento de vida, desde a vida adulta, até a fase idosa. Dessa maneira, a população envelhecerá já preparada para os obstáculos da idade avançada. Além disso, é necessário que o ministério da cidadania trabalhe para diminuir a burocracia para a liberação do auxílio da previdência, dessa maneira, os idosos terão recursos suficientes para elevar a qualidade de vida. Dessa forma, haverá o acolhimento da população idosa pelo governo brasileiro, construindo uma sociedade mais digna.