Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/01/2021

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão do abandono de idosos no país. Nesse contexto, dentre as causas e consequências para o problema, destacam-se a insuficiência legislativa e a a formação de doenças mentais.

Inicialmente,  a falta de comprometimento político agrava o entrave. Embora a Constituição de 1988 imponha ao poder público o dever de amparar os mais velhos, nota-se que esse preceito não é colocado em prática na sociedade de forma efetiva, haja vista que o país possui 26 milhões de idosos largados, conforme o jornal O Globo. Nesse sentido, é inaceitável que um país signatário da Declatação dos Direitos Humanos não seja capaz de garantir as virtudes legislativas de seus cidadãos.

Ademais, o descarte de pessoas idosas pode causar sérios danos à saúde dessas. Segundo o jornal CNNBrasil, o abandono da terceira idade propicia a formação de patógenos neurológicos, como depressão, ansiedade e bulimia, gerados pela solidão. Lê-se, portanto, como nociva a percepção de que em uma nação apreciada internacionalmente pela sua empatia, a diminuição da qualidade de vida dos mais velhos esteja sendo fomentada pelo desafeto de seus parentes, o que denota sentimento de ingratidão com quem os gerou e cuidou desde a infância.

Assim sendo, é necessário atenuar o empecilho. Para isso, o governo, responsável por resolver os problemas sociais, deve enrijecer as leis, como aumentar a fiança e o tempo em penitenciárias para quem largar os mais velhos, por meio da aprovação dos deputados, na finalidade de diminuír o índice de idosos descartados. Espera-se, com isso, ter uma melhora na questão do abandono da terceira idade.