A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 17/05/2022
Violência obstetrícia: um problema coletivo
A série “Bridgerton”, lançada em 2020, apresenta a história de uma menina que sofre de abuso psicológico por estar grávida sem possuir um marido. Tanto quanto isso, o seriado também retrata os problemas que ela enfrenta a partir desse abuso, como a dificuldade de se integrar na sociedade. Fora de ficção, é notável a tamanha violência obstetrícia ocorrida no Brasil. Sendo assim, duas das principais causas são: alto número de pessoas que não respeitam a gestante e a falta de importância dada ao parto.
Primeiramente, é evidente que atualmente as gestantes são desrespeitadas na maioria das vezes. De acordo com o “Parto do Princípio”, 25% das mulheres grávidas são agredidas durante o momento de dar a luz, ou seja, sofrem violência obstétrica. Isso ocorre porque se tornou comum muitos médicos tomarem decisões que são consideradas mais saudáveis e melhores para a paciente, mas sem consultá-la antes, o que tira delas a sua liberdade de escolha. Dessa maneira, é evidente a necessidade de dar mais prioridade às escolhas da gestante.
Em segundo lugar, é notável a pequena atenção que as mulheres grávidas recebem. De acordo com a “Globo”, 71% das pacientes não tiverem direito a uma acompanhante, o que já é determinado por lei. Isso ocorre porque o parto se tornou algo natural para os médicos, mas para as gestantes podem ser algo novo e assustador, o que torna necessário o auxílio de uma acompanhante. Desse modo, fica evidente que as escolhas de parto da paciente deveria ser a maior das prioridades.
Portanto, a violência obstetrícia ainda é um problema frequente, tornando-se importante a tomada de decisões para reduzi-los, entre eles o governo começar a incentivar os médicos de maneira que respeitem a opinião das pacientes, já que ele é o maior órgão responsável por uma cidade. Essa proposta pode ser feita por meio de campanhas pela internet. Desse modo, acarretará em um menor número de agressão e ofensas durante o parto, auxiliando também diretamente a saúde psicológica da gestante.