A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 04/05/2022

O documentário “O Renascimento do Parto 2”, produzido em 2015, retrata de uma forma emocional e real a violência que as mulheres grávidas, no momento do parto ou no período puerpério sofrem pela equipe médica no geral. Fora da ficção, no entanto, a realidade não é muito diferente, já que a questão da violência obstetrícia é posta em debate no Brasil como um empecilho que aflige milhares de mulheres. Diante disso, nota-se que a falta de informação sobre esse tipo de violência e a realização de procedimentos desnecessários e não comunicados às mulheres são pontos que levantam especulações para que tal problema acabe.

A priori, tem-se a falta de informação à mulher pelo médico e equipe sobre os métodos que serão feitos, os riscos e, até mesmo, sobre a própria violência em questão. Segundo dados do Jornal Globo, cerca de 25% das mulheres foram desrespeitadas no momento do parto; o restante dessa porcentagem divide-se entre as que não passaram por nenhum constrangimento e pelas que não tinham noção de que o que passaram não era normal. Com isso, demonstra-se preciso a realização de aconselhamentos e explicações à mulher durante as consultas, gerando a diminuição desse fato.

Ademais, faz-se fundamental o apontamento da feição de procedimentos desnecessários e sem o consentimento da mulher pelos membros do hospital e como isso é considerado um tipo de violência obstetrícia. Um caso que exemplifica isso é o de Joyce Guerra, uma mulher que fez uma cesária por decisão médica e não foi consultada ou informada sobre tal ação. Posto isso, torna-se claro a mudança desse ponto a fim de que isso não ocorra mais.

Depreende-se, portanto, que a violência obstétrica é uma questão que carece de melhorias e mudanças urgentes. Visando isso, o governo, órgão regente da nação, e o Ministério da Saúde, responsável pela promoção da saúde, devem assegurar que as mulheres tenham acesso ao conhecimento sobre tal fato por meio de campanhas publicitárias e palestras para garantir que os casos diminuam. Além disso, o governo deve investir em políticas que busquem punir os membros dos conselhos médicos que praticam tal ato a fim de certificar que isso acabe. Dessa forma, a questão da violência obstetrícia deixará de ser um problema no país.