A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 01/05/2022
A série Greys Anatomy, criada por Shonda Rhimes, mostra sobre um caso clínico de uma ginecologista que recebeu uma gestante, e, esta, foi violentada por um outro médico durante um atendimento, o que ocasionou problemas psicológicos nela. De maneira análoga, essa situação não está presente apenas no cenário fictício, por isso é necessário discutir sobre as alternativas para o combate da violência obstétrica no Brasil, que é agravada pela negligência estatal.
Em princípio, segundo o site Época Globo, 25% das brasileiras relataram desrespeitos durante a gestação ou no parto. Por meio dessa informação, compreende-se a importância na busca de meios que impeçam isso, uma vez que o dado apresentado é preocupante, já que o trauma sofrido pode ocasionar danos mentais e psicológicos na vítima. Isto é, o parto e a gestação são momentos sensíveis e dolorosos para a mulher, logo, as violências sofridas permitem o desenvolvimento de transtornos, sensações de medo e síndrome pós-traumática, por não estar recebendo o apoio necessário para lidar com um momento delicado.
Em segundo lugar, segundo o site Época Globo, 70% das mulheres não receberam medicamentos para aliviar a dor e não tiveram direito a acompanhante, ainda que isso fosse previsto pela lei. Diante disso, destaca-se a ineficiência estatal na garantia do combate dessas agressões, pois, ainda que seja uma norma jurídica, muitas mulheres relataram a proibição de uma companhia. Logo, providências devem ser tomadas, como a maior fiscalização das condutas médicas, uma vez que eles devem buscar atender as pacientes da melhor maneira e isso deve ser verificado pelas autoridades, a fim de garantir a assistência adequada para elas.
Desse modo, é indispensável a busca pela mudança nesse cenário, sendo fundamental a ação do Poder Legislativo, responsável por produzir normas jurídicas e mediar debates que garantem os direitos da população. Acredita disso, por meio de projetos de lei, ele deve criar um regulamento que prevê a fiscalização mensal das condutas médicas e sanções para os profissionais que não exercem as regras, a fim de evitar as ocorrências de violência obstétrica. Sendo assim, o contexto apresentado na série Greys Anatomy será mantida no âmbito fictício, prevenindo problemas de saúde nas mulheres.