A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 07/04/2022
A cultura do sacrifício está morta, não se sente mais a dor do outro." Essa citação do filósofo Lipovetsky ilustra o atroz cenário enfrentado por diversas gestantes no Brasil. Sob essa ótica, as constantes violências físicas e verbais sofridas por essas mulheres bem como a falta de investimentos governamentais na Saúde, são negligencias que as expõe a situações criminosas de desconforto e humilhação.
Primeiramente, sabe-se que conforme o Artigo V da Constituição Federal, todo cidadão tem direito á vida, segurança e saúde. Contudo, em contraste com o prosposto por lei, constata-se, que por vezes, o ambiente do parto é inapropriado. Nesse viés, imagens veiculadas pela Tv Bahia ratifica a existência desse cenário, ao mostrar mulheres que entraram em trabalho de parto no corredor do Hospital da Mulher, Ba. Diante desse cenário, é lúcido apontar a falta de investimento na aréa da saúde, objetivando melhorias tanto ifreeestruturais quanto dos aparatos médicos como obstáculo que torna difícil a promoção da segurança ou do bem-estar, e dessa forma, o descaso estatal, infrige o proposto pela Constituição.
Outrossim, o despreparo da equipe médica, que por vezes, submete parturientes a situações indesejavéis deve ser reparado, posto que agride a dignidade dessas mulheres. Conforme exposto pela mídia no caso de Shantall Verdelho, é possível ver que o médico a agride verbal, emocional e fisicamente ao xingar, gritar e subir na barriga da influenciadora no momento do parto. Tal comportamento é inaceitável, visto que embora a excecução de um parto seja uma situação estressora, jamais justificará tais agressões. Segundo,Piérre Bourdeau, violência simbólica é todo ato capaz de inferiorizar e ferir o outro; nesse sentido, a violência obstétrica é um ato de violencia simbólica que fere a mulher enquanto cidadã.
Assim, uma vez que a violência obstétrica é fruto de uma negligência tanto estatal quanto cívica é dever do Estado trabalhar em conjunto com a sociedade médica para sanar as causas desse problema, por meio de investimento finaceiros destinados a reparação dos hosptais e ademais, promover palestras de conscientização profissional no trato ao público gestante. Dessa forma, a violência obstétrica dará lugar à efetivação dos direitos humanos.