A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 19/11/2021

A Constituição Cidadã garante a todos os seus cidadãos o direito à saúde e bem-estar social. Todavia, convém ressaltar que esse dever não está sendo respeitado, haja vista a existência da violência obstetrícia que pode ocasionar danos físicos e psicológicos as vítimas dessa prática. Isto ocorre por causa da falta de empatia por parte da equipe médica.

Nessa perspectiva, um dos fatores que contribuem para presença da agressão obstetrícia é falta de cuidado por parte dos profissionais de saúde. Por exemplo, no modelo de produção fordista, criasse uma linha de montagem que sempre repente os mesmos movimentos. Analogamente ao modelo de produção, está a realidade de inúmeras equipes médicas que tratam o parto como um evento mecânico que deve apanas seguir um patrão. Como ocorrência dessa prática, as necessidades individuais das mulheres não são levadas em conta, assim, essas futuras mães tem sua cidadania limitada, pois não recebem um tratamento adequado.

Além disso, é fundamental destacar os danos ocasionados por tal prática. A título de ilustração, o psicanalista Freud, em seu livro “Além do Princípio de Prazer”, demonstra como pessoas que sofreram com algum momento traumático sofrem adquirem alguma patologia psíquica. Dessa maneira, mulheres que passam por momentos de violência obstetrícia estão sujeitas a desenvolverem algum transtorno psicólogo. Deste jeito, essas cidadãs tem sua cidadania negada, por causa da agressão obstetrícia.

Portanto, a mídia em parceria com o Conselho Federal de Medicina deve, mediante seus canais de televisão e internet, exibir diariamente entrevistas com especialistas no assunto sobre a importância de se dar um tratamento adequado as gestantes, com a finalidade de levar a conscientização das equipes médicas, assim, criando um ambiente acolhedor para o parto. Dessa forma, as futuras mães deram seus direitos constitucionais respeitados.