A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 11/11/2021
Segundo o filósofo Thomas Hobbes, ‘‘É dever do Estado garantir o bem-estar de todos os indivíduos em sociedade’’. Contudo, percebe-se a negligência governamental perante a questão a violência obstetrícia, a mazela desconhecida que faz vítimas em todas as classes sociais. Sabe-se, que diversos fatores contribuem para a crescente da problemática, como: a falta de informação sobre os direitos da gestante, fiscalização nos centros cirúrgicos, entre outros.
Primeiramente, é irrefutável dizer que a violência obstetrícia é desconhecida por grande parte das vítimas devido a desinformação sobre as normas do parto. De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 36% das parturientes são submetidas a práticas e substâncias que aceleram o parto, porém trazem problemas para a mãe e para o bebê; as vítimas acabam aprovando as condutas por não terem conhecimento dos riscos. Desse modo, observa-se que as dores do parto não ocorrem apenas por causas naturais, mas também por negligência médica.
Em segundo instante, é necessário salientar que por conta da desinformação, crimes obstetrícios são vistos como ‘’tradicionais’’ pelas próprias vítimas. Além disso, o fato de privar a gestante do direito ao acompanhete tem na maioria das vezes o intuito descartar fiscalização de outros. Dessa maneira, nota-se a falha governamental com o conceito de Hobbes por não preservar o bem-estar da gestante e do parturiente na hora do parto.
Diante dos fatos suprecitados, faz-se necessário que o Ministério da Saúde, promova campanhas para informar a gestante sobre os seus direitos ainda no exame pré-natal. Além do que, em conjunto ao Ministério da Justiça, devem criar um órgão responsável pela fiscalização hospitalar para garantir os direitos das gestantes. Dessa forma, será possível previnir futuros casos de violência obstetrícia e punir os criminosos da maneira correta.