A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 29/09/2021
Na série Sex Education, exibida na Netflix, a personagem Meave engravida e frequenta diversas clínicas médicas, locais onde é tratada de maneira empática e educada. Em contrapartida, tal tratamento não ocorre quando se observa a frequente violência obstetrícia no Brasil, motivada pela invisibilidade midiática e a impunidade de seus praticantes.
Sob esse viés, pode-se analisar que as práticas necessárias no âmbito ginecológico são pouco divulgadas e debatidas na sociedade, o que causa desinformação e propicia o avanço das agressões físicas e morais às gestantes. Consoante a isso, conforme Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, “Os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento do mundo”, ou seja, se não há o ensino correto, as mulheres podem sofrer sem ao menos ter consciência disso.
Ademais, é notório que a falta de punição dos responsáveis ainda se perpetua, já que não existem legislações específicas para esse tipo de caso, negligenciando tamanho sofrimento das vítimas. De acordo com o G1 - portal de notícias - 1 a cada 4 brasileiras já foi submetida à violência obstétrica, índice elevado e que revela a grande necessidade de combate do tema para garantir o bem-estar da sociedade.
Destarte, com o fito de atenuar o impasse, cabe ao Ministério da Saúde promover comerciais televisivos, em horário nobre, três dias por mês, que expliquem de maneira simples e cotidiana os limites da atuação médica nas devidas situações, incentivando a denúncia e, consequentemente, a pressão popular para a criação das leis. Dessa forma, será possível garantir o cenário apresentado na série e solucionar a problemática presente na fala de Schopenhauer.