A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 17/08/2021
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que a violência obstétrica encontra-se efetivada na sociedade. Desse modo, a negligência governamental em consonância com o desamor são os principais pilares para esses conflitos.
Primeiramente, vale ressaltar a inoperância estatal como impulsionadora da problemática. Destarte, no Brasil ainda não existe leis para criminalizar casos de agressão tocologica. Assim, 30% das mulheres sentem-se lesadas durante o processo de gravidez e não sabem como proceder, como afirmado pela Organização Mundial da Saúde ( doravante OMS).
Ademais, vale salientar indiferença profissional como perpetuadora do impasse. Por essa perspectiva, segundo o Sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da sociedade, a violência surge quando a compaixão é desvinculada da humanidade. Sob essa ótica, denota-se que muitos especialistas cometem agressão obstétrica, pois perdem o carinho e o cuidado pelo próximo. Assim, infelizmente, morre 60 mil mulheres por ano vítimas dessa ausência de cuidados, de acordo como o IBGE.
Portanto, com intuito de mitigar a violência obstétrica urge que o Poder Legislativo, como promotor e garantidor do bem-estar social, por meio de convocação no congresso, solicite a reformulação das leis, que irá tipificar como crime quaisquer ato de agressão obstétrica. Além disso, é mister a mídia divulgar e informar a população sobre os direitos das grávidas. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.