A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 10/05/2021

A violência obstétrica é quando as decisões são impostas ou as formas de tratamento durante o parto são forçadas ou de modo que causa insegurança. Dentro desse conceito, podemos destacar os processos de partos não naturais, como cesárias, como uma dessas violências que a cada ano vem crescendo no brasil. No documentário “Renascimento do parto”, diversas mulheres retratam suas experiências frustrantes não só pelo profissionalismo médico decadente, como também por existirem pessoas especializadas na área, sendo esses mal remunerados. Logo, cabe analisarmos as formas e motivações pelas quais essa problemática ainda se faz vigente.

A priori, a violência obstétrica no Brasil começa antes mesmo do trabalho de parto. Comprova-se isso, ao notarmos que grande parte dos partos tem sido cesarianos por parecer ser uma opção única para gestantes, devido tanto a manipulação de exames falsos, como também, o medo instaurado na narrativa de que o parto normal pode trazer riscos ou complicações. Isso revelação notoriamente, uma ética profissional de muitos agentes da saúde.

Ademais, se analismos de outro ângulo iremos notar que o médico obstetra é induzido a realizar cesariana muitas vezes pelo tempo e remuneração. Prova disso, é que em convênios um parto normal custa em média R $ 600,00 e leva em média 12 horas, enquanto a cessaria custa R $ 1.000,00 e em 20 minutos o parto esta concluído. Dessa forma, podemos entender que o número de partes naturais e todo o seu benefício materno esta diminuindo devido ao alto valor pago a um menor tempo de trabalho, o que faz com que muitos cheguem a exames burlar.

Portanto, para que a violência obstétrica diminua gradualmente é necessário que o Ministério da Saúde com parceria do SENAI implemente ensinos técnicos para parteiras, objetivando o aumento no número de pessoas habilitadas nessa área, para que assim, as mulheres gravidas não fiquem dependentes de agendas lotadas e falta de tempo dos médicos obstetras para realizar o seu parto. É imprescindível também, que esse mesmo agente crie um canal de atendimento, onde as mulheres que se sentiram violadas possam entrar em contato para fazer denúncias e reclamações de profissionais. Assim, relatos traumatizantes feitos por mulheres retratando violências obstétricas iguais as do documentário, ficarão cada vez mais raros.