A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 13/04/2021
A violação dos direitos da mulher é vista com certa passibilidade para certos grupos em nossa sociedade, o desrespeito com o corpo da mulher está atrelado a crenças estruturais presentes na população.
Em adição a isso temos um grande crescimento das cesarianas em nosso país, sendo então os partos um momento de grande vulnerabilidade feminina, propondo assim para seus agressores a sensação de poder sobre o dito “sexo frágil”, pensamento que é construído a da inferiorização do feminino. Entretanto também devemos pensar em valores socioeconômicos que estão ainda mais “abraçados” na vida cotidiana da federação, sendo este o capitalismo, por meio desse tipo de pensamento muitos médicos optam por fazer tal procedimento por ter um valor maior do que partos vaginais, comumente chamados de partos normais, dessa maneira temos um aumento de cesárias atrelado a um valor pago maior por elas, fazendo com que a medicina seja mercantilizada para a obtenção de maiores lucro para os profissionais desta área, fazendo com que os tais pressionem as pacientes para que optem por tal método.
Todavia esses pensamentos forçam as pacientes que se encontram em grande vulnerabilidade são constantemente oprimidas e tem seus desejos negados, fazendo com que pacientes sejam levadas a salas de parto sem um acompanhante, estando sozinhas as tais são silenciadas e forçadas a procedimentos sem necessidade, que poderiam na maior parte das vezes ser evitados. Também envolvendo processos de mutilação vaginal para uma “satisfação sexual” de seus parceiros.
Conforme isto, é cabivel ao ministério da saúde propor aos estados propostas de divulgação de sobre quais são os tipos de partos que dão maior confortabilidade para a mãe, indicando isso nos postos de saúde, e garantindo para a mulher a certeza e o respeito de sua escolha feita durante o pré-natal. Também claro, devemos ter a punição dos responsaveis por essa violencia, que vai contra o juramento por eles feito, com a possibilidade de perda de seu registro no conselho regional de medicina.