A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 18/01/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contempôranea é o oposto do que o autor prega, uma vez que as agressões obstétricas nas mulheres brasileiras apresentam barreiras, as quais dificultam os planos de More. Nesse sentido, esse cenário antagônico é fruto da legislação intrínseca, quanto da incapacidade profissional. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a violência obstétrica deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da populção, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atenção das autoridades, a ausência de leis que tipifique à violência obstetriz, faz com que o judiciário se ampare nas legislações atualmente vigentes, sendo regulada de forma indireta, criando um distanciamento da lei com a vítima.

Ademais, é imperativo ressaltar que o subfinanciamento da saúde promove o problema. Partindo desse pressuposto, a carência de hospitais universitários, bem como a falta de professores qualificados, proporciona uma formação negligente aos estudantes. Isso fica evidente, quando atráves dos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que o parto cesária prevalece em detrimento do normal, que por sua vez requer menos esforço de quem faz o procedimento. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a seguridade médica contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a violência obstétrica, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da saúde, será revertido em melhorias de instituições educacionais e surtido na busca do ensino de melhor qualiddade, tendo como objetivo a empatia social. Além disso, cabe ao Ministério da Cidadania, promover propagandas em hospitais e em meios mediáticos esclarendo duvidas que culmina a sociedade. Outrossim, disponibilize serviços de atendimento especializado às gestantes e formule leis que proporcione total proteção as mesmas, e assim, quem sabe um dia a coletividade alcançara a Utopia de More.