A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 21/12/2020

Nínguem nasce mulher torna-se mulher. Esta foi a frase dita por Simone de Beauvior em seu segundo livro “O Segundo Sexo”, onde nenhum termo seja ele biológico ou psíquico, definiria a forma do papel a ser exercido pela mulher em meio a sociedade. Papel que durante muitos anos foi silenciado, e na realidade contemporanêa brasileira milhares de mulheres sofrem por escolhas que não são suas na hora do parto, designa-se por essa atitude irresposável a violência obstétrica.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que que a violêncio obstetrícia não é só física mas também psicológica, ambas ocorrem quando mães procuram serviços médicos , afim de que ocorra um parto tranquilo como deve ser. Mas na verdade muitos desses médicos são amplamanete responsáveis por tornar um dos momentos mais importantes na vida de uma mulher em um momento traumático.

Em segundo lugar, o Brasil enfrenta uma enorme carência no que diz respeito à hospitais universitários bem como a falta de professores qualificados . E neste cenário negligente, encontram-se inúmeras barreiras quais dificultam uma formação íntegra dos estudantes , impedindo assim os profissionais de saúde a suprirem as necessidades da demanda social, atrelada a saúde feminina e suas vertentes. Segundo dados do jornal Epóca publicados em Julho de 2015, 73% das mulheres não tiveram acesso a procedimentos não medicamentosos para o alívio da dor, como o banho quente na hora do parto.

Portanto torna-se urgente a reformulação desta postura estatal com o intuito de diminuir drasticamente os índices de violência obstétrica.Cabe ao Ministério da Saúde criar campanhas informativas direcionadas a população feminina com o objetivo de deixa-lás leigas sobre seus direitos quando estão grávidas, e ressaltar as atitudes consideradas violentas na hora do parto. Adjunto a isso a OMS em parceria com iniciativas privadas deve criar conteúdos educativos para serem repassados as escolas, em prol do conhecimento sobre o assunto desde criança.