A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 31/08/2019

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º expressa que ninguém será submetido a tratamento desumano ou degradante. Entretanto, nos hospitais brasileiros isso não é respeitado, visto que há violação da integridade humana, graças a existência da violência obstétrica contra as mulheres.

Primeiramente, devemos considerar que a educação na área da saúde é precária, isso faz com que muitos não se tornem bons profissionais. Devido a carência de hospitais universitários os estudantes acabam se formando sem convívio com os pacientes e com pouca prática, o que os torna incapacitados. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o parto cesárea é mais realizado que o normal, porém esse é mais prejudicial a mulher, isso exemplifica a incapacidade do médico em saber o que é melhor para suas pacientes.

Além disso, a falta de empatia com próximo predomina em nossa sociedade. De acordo com a revista Veja, em torno de 25% das gestantes sofreram violências durante o trabalho de parto, como por exemplo cirurgia sem anestesia, banho frio, falta de alimentação e comentários ofensivos. Desse modo, fica claro que muitas mulheres estão tendo suas integridades físicas e mentais corrompidas.

Dado o exposto, medidas são necessárias para mudar essa situação. Para isso, o Governo deve investir mais recursos nas universidades, para que essas consigam ter mais hospitais, assim os alunos irão adquirir mais conhecimento e ter convívio com mais pessoas, tornando-os bons profissionais. Ademais, o poder Legislativo deve criar leis que protejam as gestantes contra esse tipo de violência, e as autoridades deverão investigar o cumprimento delas. Só assim poderemos proteger as mulheres desse tratamento desumano.