A violência obstetrícia em debate no Brasil
Enviada em 28/08/2019
Na Grécia antiga, a sociedade espartana tinha o costume de valorizar a mulher, especialmente quando ela engravidava. Nesse sentido, morrer durante o processo de gravidez era uma das únicas formas de se tornar digno de um túmulo. No entanto, de forma dessemelhante, a gestante inserida no contexto brasileiro atual sofre casos de violência obstétrica, que são causados pelo machismo presente na família da paciente e no próprio corpo de médicos.
Destarte, nota-se a forte presença do machismo e a desvalorização da grávida, por parte das pessoas mais próximas a ela, justamente quem devia acolhê-la. Prova disso foi a pesquisa feita pelo Instituto Parto Seguro, a qual concluiu que 35% dos casos de violência obstétrica foram praticados por familiares e parceiros da gestante. Dessa forma, evidencia-se que muitas mulheres se sentem abandonadas nesse período tão complicado para elas.
Ademais, o machismo também está presente nas atitudes dos médicos obstetras. A mesma pesquisa, feita pelo Instituto Parto Seguro, expôs relatos de mulheres que sofreram agressões verbais e até estupros pelos profissionais da saúde. Dessa forma, a vítima geralmente não denuncia os casos pois, muitas das vezes, sequer sabe que deveria denunciar. Portanto, faz-se mister que atitudes sejam tomadas para combater essa problemática. Nessa lógica, o Ministério da Saúde deve oferecer acompanhamento legal e psicológico durante o pré-natal, a fim de incentivar a vítima a denunciar o agressor, seja ele um familiar ou um médico. Com a denúncia feita e o criminoso detido, ocorrerão menos casos desse tipo covarde de violência. Somente assim, a sociedade pode buscar o renascimento do prestígio da mulher, que morreu junto com Esparta, morta por Tebas em 371 A.C.