A violência obstetrícia em debate no Brasil

Enviada em 28/08/2019

“Quando os costumes são suficiente,as leis são desnecessárias…"-Émile Durkein. Não há dúvidas,que é necessário debater sobre a violência obstétrica no Brasil,no qual existem leis,embora,a prática diária médica aniquilou os costumes sociais e tornou-se constante o exercício dessa violência velada,que ocasiona em traumas irreversíveis,seja pela desumanização dos médicos,seja pelo desconhecimento de outros meios de concepção.

A priori,as características do Fordismo se assemelham aos da medicina obstétrica.Como:as produções em série(as cesarianas),consumo em massa(os custos exacerbado da cirurgia),e o pior,a padronização da produção,aos primeiros segundos de vida o bebê é retirado da sua “casa” à força,tapas no glúteo,temperatura em 18ºc,luzes fortes,uma violação absurda dos direitos humanos.Além disso,a violência antecede em um ambiente hostil e tenso.Prova disso,o documentário “O renascimento do parto” denúncia e informa esses momentos lamentáveis, por causa da desumanização médica.

A posteriori,os partos humanizados não são preferência médica e descredibilizados,por não haver lucro.Entretanto,existem hospitais e equipes privadas composta por enfermeiras obstétricas,doulas que realiza esse procedimento de forma empática e subjetiva,respeitando as vontades alheias.À vista disso,a obra “Morte e vida severina”-João de Melo Neto,mostra o grito de uma criança como significado de renascimento da esperança para Severino.Nesse sentido,é o que o parto humanizado proporciona para as mulheres brasileiras,uma renovação da  esperança.

Diante dos aspectos mencionados,o Concelho Federal de Medicina deve remodelar suas atividades.Para tanto,tal empreitada social será executada por meio de pesquisa de satisfação dos pacientes,acompanhamento periódico do médico ao psicologo e projetos que incentive a zelar pela profissão de forma coerente.Por fim,objetiva-se uma sociedade que execute a frase de Durkein,ou seja,o bom costume torne a lei inviável.