A Violência Contra a Mulher
Enviada em 23/11/2020
A obra “O Conto da Aia”, publicada no final século XX, apresenta ao leitor uma sociedade futura em que muitas mulheres teriam como função social apenas a procriação. Dessa forma, elas eram expostas a casos de abuso, violência e subordinação. Fora da ficção, nos dias atuais, o combate a violência sobre a mulher constitui-se como importante tema a ser debatido, visto que a falta de voz efetiva da população feminina e a impunidade daqueles que cometem crimes contra tal grupo ainda perduram na sociedade brasileira, carecendo, por conseguinte, de medidas para resolução.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a valorização da voz feminina constitui-se como importante papel no combate as injustiças. A exemplo disso, o movimento sufragista, ocorrido entre os séculos XVIII e XIX, poder ser relacionado a tal aspecto, na medida em que foi o precursor do voto feminino, tendo como base as reinvindicações sociais da mulheres. Em suma, esclarece-se que, no combate a violência, movimentos que denunciem atos criminosos e deem voz àquelas que representam as vítimas é de extrema importância, posto que a ausência deles contribui para a perpetuação de tais crimes.
Outrossim, a impunidade é um tema frequente em debates acerca da legislação brasileira. No início do século XXI um caso em específico ficou famoso no país, o caso “Bruno e Elisa Samúdio”, em que, o então jogador do Flamengo fora acusado de matar sua companheira, e, após poucos anos desde a sua condenação, foi liberado em regime semiaberto. Em resumo, evidencia-se que atualmente as leis que regem o país possuem prerrogativas que favorecerem a impunidade, sendo absolvidora de criminosos em detrimento de vítimas, o que, por consequência, representa o caminho oposto ao combate de abusos às mulheres.
Portanto, cabe ao Estado a resolução de tais problemas. Primeiramente, o governo federal deve instituir ações afirmativas na esfera política que, por meio da reserva de vagas para vereadores e outros cargos de influência, torne o ambiente político nacional mais preenchido por mulheres, o que, com efeito, trará mais representatividade e voz as reinvindicações femininas. Além disso, o Poder Legislativo deve votar leis que agravem as punições para aqueles que inferem nas liberdades individuais mulheris, por meio de votações e revisões de leis no congresso nacional e, dessa forma, vise conter a constante impunidade que assola o país. Por fim, após realizadas tais ações, uma sociedade justa e isenta de qualquer violência e impunidade para crimes contra sexos será formada, diferentemente da que se viu no romance do século XX.