A Violência Contra a Mulher
Enviada em 14/11/2020
É de conhecimento geral que a Inglaterra foi o “berço” da Revolução Industrial, ocorrida entre 1760 a 1860, e também foi o gatilho para revoltas sociais da época, tendo em vista a realidade enfrentada pelos trabalhadores e o grupo feminino, pois naquele tempo muitas mulheres foram violentadas, exploradas e abusadas, dentro e fora do âmbito de trabalho. Mesmo sendo fatos históricos que ocorreram há anos, o cenário atual, ainda tem vertentes desse passado. Contudo é notório que a violência contra a mulher aflige o Brasil, por isso é importante analisar as questões culturais e legislativas que entornam tal problemática.
Em principio, percebe-se que grande parte dessa violência esta relacionada aos aspectos culturais. Na própria era colonial as mulheres nativas foram violentadas por seus colonizadores, o que infelizmente favoreceu a mentalidade patriarcal e a objetificação da figura feminina na atualidade. Logo, nota-se que a mentalidade da sociedade, principalmente dos homens, é influenciada por tendências coloniais.
Ademais a violência contra a mulher, continua crescendo principalmente no âmbito familiar. Em um relatório divulgado no dia 20 de março pelo Fórum Brasileiro de Segurança Publica (FBSP), informou que o total de socorros prestados passou de 6.775 para 9.817 entre março de 2019 e março de 2020, no mesmo documento consta que tais praticas já aconteciam, porém não eram denunciadas. Por isso , observa-se que o ato de não denunciar o agressor é baseado na manipulação dele, pois o mesmo é considerado como quem sustenta a casa e principalmente os filhos, o que é lamentável, já que, torna-se uma brecha para mais praticas de violência e burlamentos das legislações brasileira.
Portanto, conclui-se que é importante combater a violência contra a mulher. A fim disso, é necessário que o Ministério da Saúde, faça parceria com a prefeitura de cada cidade, para que sejam feitos projetos visando os aspectos culturais , por meio de palestras, rodas de conversa e debates nos locais públicos de fácil acessibilidade , como por exemplo, parques, ginásios e casas culturais, também é de extrema importância que haja distribuições e investimentos das verbas dos setores públicos para a construção de clinicas, com a presença de profissionais das áreas de psicologia e medicina para prestarem atendimentos voluntários as vitimas, tendo como objetivo desconstruir paradoxo atribuídos a anos na sociedade e contribuir assim para o processo de melhoria psicológica e física das mulheres que foram alvo de tais praticas.