A Violência Contra a Mulher
Enviada em 07/10/2020
A cultura da violência contra a mulher está enraizada na história do Brasil. Estudos recentes feitos com 15 mil indivíduos brasileiros revelam que a miscigenação no Brasil foi assimétrica, dados resultantes da violência sexual praticada por colonos europeus para/com nativas brasileiras, desfrutando do prazer do ato e iniciando uma cultura patriarcal que favorece o agressor e silencia a vítima.
Diversas são as formas de violência contra a mulher, podendo ser física, sexual, patrimonial e obstétrica, sendo que a última é pouco abordada e muito praticada. A violência obstétrica é a prática de procedimentos prejudiciais contra a mulher na gestação, parto e pós-parto, afetando a saúde física e emocional da mãe e resultando em traumas para o bebê.
Segundo o Datafolha, 52% das mulheres, após serem violentadas, não denunciaram o agressor ou procuraram ajuda, e 70% consideram que a mulher sofre mais abusos em casa do que em espaços públicos, reforçando a triste constatação de que não há um lugar seguro para uma mulher, já que muitas ao sair de casa são assediadas e ao chegar em casa são agredidas.
Confúcio, pensador e filósofo chinês disse que, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. 98% da população brasileira tem conhecimento da lei Maria da Penha, e mesmo assim os dados de violência contra a mulher são crescentes. Os agressores encontram-se em uma zona de conforto, onde sabem que sua punição não será proporcional ao crime que cometeu. A agressão contra a integridade de uma mulher começa antes mesmo da menina armar-se de conhecimento contra a detestável situação em que vive a atual sociedade
Diante dos fatos apresentados, concluímos que os dados sobre a violência contra a mulher são alarmantes. As medidas tomadas não são suficientes e cabe ao Estado estreitar e rigorizar as leis de proteção à mulher, criando um espaço seguro e eficiente para que os direitos da vitima sejam garantidos e evitar que locais públicos sejam palco de traumas, apoiando a criação de vagões de trem e metrô femininos e sentenciando adequadamente os agressores. “Pela maior parte da história, ‘anônimo’ foi uma mulher”, disse Virginia Woolf.