A Violência Contra a Mulher

Enviada em 08/09/2020

Segundo a Convenção de Belém do Pará, violência contra a mulher é " qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada.", como podemos ver em seu próprio site.

Com essa simples definição surgem diversos casos conhecidos, públicos ou não, em nossas mentes. E o motivo disso é: gostando de admitir ou não, a violência contra a mulher é muito presente em nosso cotidiano, tornando-se praticamente cultural.

Apesar de protestos, passeatas e movimentos provarem que a luta contra essa violência é viva e segue constante, o Brasil ainda é o quinto país com maiores índices de feminicídio do mundo, ficando atrás apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia.

Baseado em dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, a cada 4 minutos, uma mulher é agredida por pelo menos um homem, e sobrevive. Homens esses, na maioria dos casos, tendo algum tipo de relação com a vítima, como familiares ou amigos. Isso evidencia que o ambiente supostamente mais seguro da pessoa, sua casa, pode ser o seu pior pesadelo .

Segundo o IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 2017 houveram 4.396 assassinatos de mulheres no país, como é apresentado na Folha. Dados esse sem considerar as mortes não registradas.

Infelizmente, a etnia também influencia, e não só o gênero. Segundo o Mapa da Violência 2015: Homicídio de mulheres no Brasil, existe grande diferença na quantidade de mortes em relação à etnia, pois só em 2013,  morreram 66,7% mais negras em relação as brancas.

A prevenção é necessária para que a violência não ocorra, porém, caso ocorra, os direitos da mulher devem ser garantidos pela justiça.

Ações nos campos de educação, cultura, esporte, tecnologia, etc., já são tomadas por ONGs e pela ONU Mulheres, mas devem ser cada vez mais incentivadas. O apoio das 3 instâncias, formando leis e implementando políticas públicas podem cooperar com a causa.