A Violência Contra a Mulher
Enviada em 31/07/2020
Durante o período Neolítico e sua nova formação agropastoril, estabeleceu-se uma divisão social baseada nas atividades sedentárias. Dessa maneira, os homens dividiam-se em atividades de caça enquanto as mulheres cuidavam da agricultura, da casa e dos filhos. Acerca disso, observa-se que a divisão social estabelecida na pré-história influenciou as sociedades posteriores de maneira negativa, inferiorizando a capacidade feminina e impulsionando a cultura do abuso e da violência doméstica, colocando o homem como detentor do poder primário. Nesse sentido, não há dúvidas de que vestígios sócio-históricos contribuíram com a problemática da violência e da falta do direito das mulheres, e que portanto, a luta pelos direitos femininos é de imprescindível importância para a construção e a reeducação social.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que as lutas femininas contra a violência ganharam força no Brasil somente após o século XIX. Diante disso, é pertinente trazer o discurso da escritora inglesa do século XVIII, Mary Wollstonecraft, no qual ela acentua que seu desejo não é o poder feminino sobre os homens, mas que as mulheres possam ter poder sobre elas mesmas. Nesse cenário, é notório que por milhares de anos as mulheres encontraram-se impedidas de exercer qualquer tipo de poder na sociedade, submetidas à desigualdade e todo tipo de violência. Em suma, as lutas feministas demoraram centenas de anos para ganhar lugar não só nas constituições, mas também na população.
Em segundo lugar, vale salientar que a conquista de direitos femininos é de indubitável relevância para uma construção social igualitária. Diante dessa perspectiva, cabe mencionar a Lei Maria da Penha criada em 2006 no Brasil, que visa a punição contra atos de violência doméstica e feminicídio, contribuindo com delegacias especializadas na defesa da mulher. Sendo assim, é válido notar que as conquistas femininas estão cada vez mais presentes socialmente e tornam-se pilares para o combate à heranças patriarcais intrínsecas na população mundial. Em síntese, há uma luta contínua pela conquista da igualdade feminina, à medida que uma luta constante pela reeducação da sociedade.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação e da Cultura promoverem a inclusão do estudo das conquistas femininas ao longo da história, por meio de aulas regulares, oficinas, palestras e filmes que abordem a luta pelo direito das mulheres, a fim de valorizar a igualdade social. Infere-se, portanto, a ação efetiva da Polícia Federal e da Delegacia de Defesa da Mulher no combate à violência doméstica, por meio de canais de atendimento, propagandas e mídias sociais, a fim de ajudar mulheres que sofrem qualquer tipo de violência. Somente assim, será possível combater a cultura do pensamento machista na sociedade.