A Violência Contra a Mulher
Enviada em 19/06/2020
A violência é um mal presente na sociedade brasileira, e se apresenta de muitas formas. Contudo, uma delas evidencia um pensamento social deficiente: a violência contra a mulher. Por apresentar números altos e estar crescendo ao longo dos anos, tal situação urge debate sobre medidas de mudar essa realidade.
Em primeira análise, cabe destacar a responsabilidade social no que diz respeito a permanência dessa violência. Haja vista que o corpo social também pode e deve realizar denúncias, mas, na maioria dos casos, opta por não fazê-la. Isso ocorre porque há na sociedade um machismo intrínseco e velado que se perpetua em dizeres populares como “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Tal sentença remete ao conceito de banalidade do mal de Hannah Arendt, que explica o porquê mesmo em situações de violência doméstica não há uma ação da comunidade: porque tal cena,infelizmente, se tornou comum.
Outrossim, é possível identificar, também, como o Estado falha em evitar a violência contra mulher. Isso acontece pois delegacias especiais e leis mais rígidas contra o agressor ainda não são realidade em muitos lugares do país. Dessa forma, ao denunciar a agressão a mulher não se encontra mais segura que anteriormente, e agora ainda conta com o desejo de retaliação do agressor. Nesse contexto, é possível aplicar a frase de Albert Einstein “insanidade é fazer sempre a mesma coisa e querer resultados diferentes”. Para mudar o cenário de violência é preciso mudar a forma que se lida com ele.
Assim exposto, é fácil observar o que precisa mudar na sociedade para que a violência contra a mulher se torne história. Para isso é necessário que o Governo faça parceria com os meios de comunicação a fim de transmitir propagandas e campanhas que banalizem tal comportamento e quebrem o pensamento machista que ainda existe em alguns. Fazendo, assim, a sociedade entender que ela também pode ser um denunciador não dependendo apenas da vítima tal ação. E como a existência de leis não assegura o cumprimento delas, é preciso que o poder Legislativo e Executivo se unam com o objetivo de criar leis mais severas que penalizem o agressor sem expor a mulher ao perigo da retaliação. Também urge a necessidade de construção de delegacias especializadas ondem a lei de proteção seja realmente executada.