A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 09/10/2021
Em 2021, Rayssa Leal, a mais nova medalhista olímpica do Brasil, demonstrou que o esporte pode exercer um papel importantíssimo se incentivado desde a formação do indivíduo. No entanto, o esporte feminino ainda é visto como inferior pela sociedade. Isso, porque há uma mentalidade machista que ainda reverbera, a qual mantém divisão em relação às ações masculinas e femininas. Além disso, a infraestrutura e incentivo ao esporte são voltados para o masculino, o que dificulta o avanço na questão de gênero. Por isso, é importante o debate sobre o assunto a fim de que medidas sejam tomadas para uma maior integralidade no esporte brasileiro.
Em primeira instância, tem-se o patriarcalismo como ideia predominante na sociedade brasileira. Sobre isso, a escritoria Simone Beauvoir em seu livro “O segundo Sexo”, expõe a sociedade e todos os seus pensamentos intrínsecos como fator limitante na vivência feminina. Assim, muitas mulheres têm seus desejos reprimidos por ideais machistas que estão entrenhados nos mais diversos âmbitos da sociedade, inclusive no esporte. Desse modo, a desconstrução dessa barreira ideológica deve ser obtida de maneira gradual para que todos possam exercer os papéis que quiser na sociedade.
Ademais, a hegemonia do gênero masculino é uma fator que contribui para a estagnação do esporte feminino. De acordo com levantamentos de dados da FIFA, Federação Internacional de Futebol, menos de 1% do que é investido no futebol masculino é investido no feminino, o que expõe a inferiorização do esporte praticado pelas mulheres com a falta de investimento igualitário. Assim, para que o Brasil, conhecido como o país do futebol, honre seu título, é necessário que haja a oportunidade para todos, não só no futebol mas também em outros esportes.
Portanto, há de se valorizar a representação da mulher no esporte. Então, para que isso ocorra as escolas devem estimular o senso crítico de seus alunos com a valorização das matérias de sociologia e filosofia, as quais tratam de questões sociais e humanas, com a introdução de aulas e debates. Além disso, o Ministério da Cidadania, por meio da secretaria especial do esporte, deve incentivar o esporte feminino com a criação de projetos escolares e proporcionar melhores condições aos times femininos já existentes. É esperado que, com essas medidas, o machismo não será mais um empecilho e as mulheres terão mais oportunidades e maior visibilidade nos esportes como a medalhista Rayssa.