A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 08/10/2021

A ginasta brasileira, Rebecca Andrade, conquistou nas Olimpíadas de Tokyo pela primeira vez a medalha de ouro na modalidade ginástica artística, marco importante para o esporte brasileiro. Esse episódio retrata na sociedade verde-amarela a constante ausência da valorização do esporte feminino no Brasil, pois embora esteja presente no entretenimento esportivo ainda não é reconhecido. Logo, esta problemática é decorrente tanto de fatos históricos que se perpetuam no cotidiano social quanto da minimização da tomada de consciência coletiva.

Primeiramente, é possível notar que o passado influencia nos acontecimentos correntes. De acordo com o filósofo Henri Bergson, eventos pretéritos não apagam por completo, contudo refletem no presente. Nesse sentido, o pensamento do filósofo vem a se concretizar, pois, na comunidade contemporânea o patriarcalismo se encontra nos quesitos sociais, cuja ideia é baseada apenas na liderança e domínio masculinos, sem espaço para a visibilidade feminina. Desse modo, a emblemática se torna mais comum, uma vez que a mulher no âmbito do esporte não é vista pela sociedade patriarcal, o que é um obstáculo para resolver a adversidade.

Outrossim, o pensamento do tecido social acerca da temática também contribui para o aumento do problema. Segundo o sociólogo Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, o entendimento coletivo dos membros da nação sobre o esporte feminino é desvalorizado, devido à predominância de homens nos esportes está inserida fortemente no contexto social, que atribui a modalidade esportiva somente aos participantes homens, a título de exemplo, a transmissão de jogos masculinos nas emissoras de televisão, que segundo o site G1, começaram a transmitir jogos femininos em 2018, dado recente.

Portanto, para reconhecer a valorização da mulher no esporte, os veículos de comunicação, televisivos e digitais, poderiam através de acordos com plataformas populares a disseminação de campanhas publicitárias a respeito das mulheres protagonizando os esportes, ademais transmitir mais jogos femininos nas redes de televisão, de modo a trazer o pensamento coletivo voltado para a temática, para que o papel da mulher possa ser visto além do quesito esportivo. Quem sabe assim, haverá uma mudança na esfera brasileira.