A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 12/07/2021
Futebol. Basquete. Atletismo. No Brasil, esses esportes profissionais são dominados pelo gênero masculino há muito tempo. Entretanto, atualmente, a presença e participação feminina, apesar da considerável valorização, ainda encontra alguns entraves. Nesse sentido, convém analisarmos suas causas e uma possível medida para atenuar esse problema.
Inicialmente, cabe destacar que a ausência de equidade entre os gêneros, infelizmente, tem raízes históricas. No Brasil, a história nos mostra que as mulheres tiveram seus direitos reconhecidos somente em 1934, com Getúlio Vargas. No meio esportivo, apesar de tardio, esse reconhecimento começou a deslanchar na atualidade com a realização de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de Futebol Feminino. Diante disso, é essencial o papel da mídia na divulgação para valorização e adesão não só de novas esportistas, mas também de espectadores e incentivos de patrocinadores.
Além disso, é preocupante que hábitos sociais patriarcais persistam no Brasil. Segundo Émile Durkheim, renomado sociólogo do século XIX, a sociedade molda o comportamento do indivíduo, o qual sofre influência de normas sociais. Nessa perspectiva, em muitos locais do nosso país, é comum que as crianças sejam introduzidas a práticas lúdicas diferentes: carrinhos/esportes para meninos e boneca/casinha para meninas. Por isso, é indubitável e pertinente que a escola extirpe essas práticas sociais e introduza as meninas no esporte.
Portanto, considerando a disparidade histórica com relação ao gênero nos esportes, torna-se fundamental intervir educacionalmente. Para isso, o Ministério da Educação deve estimular a prática esportiva feminina, por meio da implementação de competições esportivas interescolares. Essas competições devem dispor não só de times masculinos ou femininos, mas mesclar ambos em um mesmo time. Espera-se, desse modo, criar novos hábitos sociais e valorizar o esporte feminino no Brasil.