A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 30/06/2021
Na obra “Utopia’’, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, a qual é marcada pela ausência de conflitos e problemas sociais. No entanto, fora da ficção, percebe-se que tal corpo social não condiz com a realidade brasileira, uma vez que o Brasil ainda sofre com a falta de valorização do esporte feminino. Decerto, esse impasse se dá pela postura negligente das empresas esportivas e pela insuficiência de medidas escolares.
Diante desse cenário, pode-se destacar o desprovimento de apoio e incentivo das empresas esportivas para valorização do esporte feminino. Nesse viés, de acordo com filósofo Adenauer, todos vivem sob o mesmo céu, mas nem todos sob o mesmo horizente. De maneira análoga a essa ótica do pensador, está o esporte brasileiro, haja vista que empresas investem em competições e patrocínios para esportes masculino em detrimento do feminino. Isso porque essas negligenciam incentivos para modalidades esportivas de mulheres, bem como o futebol, visto que as competições de tal entretenimento ainda é pouco apoiada e falta recursos para manuntenção da modalidade feminina do esporte no país.
Outrossim, vale ressaltar a ausência informacional escolar sobre a importância da valorização do esporte feminino no Brasil como um dos vetores para perpetuação do entrave. Segundo Rubem Alves- importante escritor brasileiro- as escolas podem ser comparadas com asas ou gaiolas, pois podem proporcionar voos ou condições de alienação. À luz dessa perspectiva, fica claro que as instituições escolares têm papel fundamental na formação social e atlética dos discentes. Entretanto, com a escassez de aulas práticas para inserção feminina em matérias como à educação física e, a falta de professores sociólogos para informar os benefícios culturais e sociais dá inclusão das mulheres no esporte, essa importante formadora educacional atua como vetor que tonifica à desvalorização dos esportes femininos no Brasil.
Destarte, urge ao Governo Federal a ampliação de verbas destinadas às escolas, por meio do Ministério da Educação, para que esse orgão disponibilize recursos para elaboração de projetos com intuito de incentivar a integração feminina nas aulas esportivas acadêmicas, como a criação de quadras e aulas- ministradas por professores sociólogos- para informar a importância da inserção nos esportes. Dessa forma, colaborando para valorização dos esportes femininos no Brasil. Ademais, cabe às empresas esportivas maior investimento e apoio em ligas no país, por intermédio da realização de campeonatos e patrocínios de equipes femininas. Logo, valorizando mais o esporte feminino e colocando em prática pensamento de Thomas More.