A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 07/04/2021
No filme “Mulan”, a protagonista deseja se tornar uma guerreira para impedir que seu pai vá para a guerra, no entanto, apenas homens podem participar do exército. Nessa perspectiva, a valorização do esporte feminino encontra-se em uma cultura patriarcal como a do filme, haja vista que a desigualdade de gênero e, por tabela, o preconceito com as mulheres por serem vistas como seres mais “sensíveis” são empecilhos para essa mazela. Nesse sentindo, nota-se uma imagem de omissão e desleixo que apadrinha tal valorização.
Essa mazela deriva, em especial, da cultura intolerante do olhar coletivo nessa área. Na ótica de Malala Yousafazai, “A liberdade é o poder das mulheres”. Sob esse viés, Malala provoca o empoderamento feminino, sendo esse imprescindível no mundo do esporte, uma vez que ainda existe um conceito de que o esporte é algo exclusivamente masculino, na qual o baixo índice de patrocinadores e de público é significante quando comparado com o masculino. Logo, mostra-se uma sociedade ineficiente na busca pela igualdade de gênreo em todos os setores.
Por sua vez, outro vetor é a pífia ação do Poder Público nessa temática. De acordo com a revista Politize, a copa do mundo masculina é financiada pelo valor de 400 milhões de dólares, enquanto o campeonato feminino por apenas 30 milhões. Nesse contexto, percebe-se o grau de disparidade entre a valorização de tal gênero, visto que não é só o salário de jogadores de sexos opostos que é discrepante, como também o interesse do público, assim, nota-se a ausência de iniciativa das autoridades para essa esfera, o que só amplifica mais essa mazela. Dessa forma, é fulcral que o Estado abdique de sua atuação de inércia, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto que, nessa probemática, a coletividade precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa área, por meio de palestras educativas e, por extensão, documentários inseridos nessa causa, a fim de fomentar a consciência coletiva. Ademais, o Governo deve promover direitos iguais no âmbito esportivo, por intermédio da regulamentação que vise o mesmo piso salarial entre jogadores, com o intuito de que essa lei assegure a valorização de todos os profissionais nessa carreira, uma vez que todos terão a mesma relevância para a indústria. Desse modo, para que ocorridos como o do filme “Mulan” deixem de ser uma realidade brasileira.