A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 10/03/2021

A primeira participação feminina em uma competição esportiva foi somente em 1900, na segunda edição dos Jogos Modernos. Com base nesse acontecimento, é evidente a histórica abordagem desigual à prática esportiva  mulheres e homens. Tal conjuntura persiste na contemporaneidade brasileira, uma vez que ainda prevalece ideiais patriarcais e um decorrente tratamento preconceituoso diante de esportistas mulheres. Dessa maneira, tendo em vista esse relevante fato, é primordial que atitudes midiáticas sejam tomadas.

Diante desse contexto, cabe analisar o enraizado sistema patriarcal brasileiro. O Decreto-Lei número 3.199, vigente de 1941 até 1983, proibia a participação feminina em uma série de modalidades esportivas. Assim, nota-se a tardia inclusão feminina de maneira plena, originado por diversas crenças discriminatórias de cunho machista, tal como a convicção de uma fragilidade corporal feminina, em relação à estrutura física masculina e o não apoio social à mulher, mas sim ao homem que deseja ser esportista.

Ademais, em decorrência dessas circunstâncias, há não somente uma grave desvalorização, como também um preconceito instaurado em atitudes que atingem gravemente o psicológico da esportista. Conforme o sociólogo francês Pierre Bourdieu, a violência simbólica vigora na sociedade contemporânea, sendo acometida sem que, frequentemente, os envolvidos tenham consciência do que estão exercendo ou sofrendo, pois é naturalizada pela sociedade. Dessa forma, evidencia-se que certos atos, tal como o desapoio midiático, gestos descriminatórios e a falta de incentivo familiar a prática esportiva de meninas, ocasionam a aversão de mulheres à atividades esportivas.

Portanto, levando em consideração os aspectos analisados, é imprescindível que medidas interventivas sejam tomadas. Logo, a fim de difundir e incentivar a presença de brasileiras no esporte, cabe a canais midiáticos - televisão, internet e rádio - compartilhar as inúmeras conquistas esportivas de mulheres e a plena capacidade de conquista feminina, por meio de propagandas e noticiários,  dado seu grande alcance populacional.