A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 12/01/2021
Na história da Mulan, filme da Disney, é possível identificar questões femininas perante a participação no espaço, na narrativa a protagonista se veste de homem para participar da guerra, pois mulheres não eram aceitas e se ela não fizesse isso, seu pai idoso seria obrigado a guerrear. Com isso, fica claro a exclusão que mulheres muitas vezes enfrentram dentro de áreas importantes, sendo uma delas o esporte. Desta maneira, o esporte feminino brasileiro é muito desvalorizado por conta da cultura partriarcal que não inclui as mulheres dentro desse nicho e também pela falta de incentivo dos pais e das escolas ao esporte para meninas.
Primeiramente, a composição social brasileira é machista e patriarcal, o que atrapalha diversas mulheres em encontrar seu local nas práticas esportivas. Sendo assim, as críticas, ofensas e a falta de oportunidade que as mulheres encaram dentro do esporte as demotivam e as atrapalham a continuar neste caminho. Um exemplo disso foi um caso da jogadora Marta, que apesar de ser muito conhecida teve que jogar um campeonato com uma chuteira preta, sem patrocínios, pois não houveram propostas justas à ela, o que demonstra a desvalorização da mulher no esporte, pois enquanto ela não recebeu nenhum patrocínio, nos jogos masculinos as camisetas e chuteiras são estampas com muitas marcas e seus logotipos.
Em segundo lugar, ocorre uma falta de incentivo dos pais e das escolas em levar as meninas para o esporte. Algo que demonstra isso é a diferença dos presentes que são dados durante a infância, normalmente as bonecas são associadas às meninas e aos meninos são associados bolas, o que faz com que a maioria dos meninos desde pequenos tenham uma proximidade com o esporte e as meninas não. Escolhas assim demonstram o desincentivo dos adultos para meninas praticarem esportes, que apesar de ocorrer inconcientemente, prejudica de forma direta a inserção e valorização das mulheres no esporte, pois desde a infância ficam “atrasadas” em relação aos homens.
Portanto, fica evidente a desvalorização do esporte feminino no Brasil e o quanto isso precisa ser alterado. Desta forma, cabe ao Ministério da Educação formular ações de incentivo ao esporte feminino, por meio de aulas mais inclusivas e palestras que debatam a importancia da equidade dentro das diversas áreas da sociedade, destacando o esporte e sua relação com as mulheres. Sendo assim, o esporte feminino poderá ser mais valorizado e poderá ganhar mais espaço nas próximas décadas, pois assim como diz Paulo Freire “Educação muda pessoas e pessoas mudam o mundo”, os futuros adultos poderão incluir as mulheres nos esportes e elas poderão se desenvolver mais com maiores práticas.