A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/08/2020

Os Jogos Olímpicos representam uma das atividades de maior visibilidade do contexto esportivo contemporâneo e estão fundamentados não apenas nas regras de cada modalidade esportiva, mas principalmente nos valores humanos, combinando esporte, educação e cultura. Porém , o que se observa na atual sociedade é a falta de investimento no esporte feminino, fazendo este ficar desvalorizado perante o esporte masculino. Entretanto, o que impede a resolução da problemática é a visão machista de priorização esportiva.

Primeiramente, é importante analisar as causas e consequências do empasse. Em oposição ao pensamento de Thomas More, que é dever do estado garantir a harmonia na sociedade; o governo brasileiro investe sistematicamente mais no esporte praticado por homens do que praticado por mulheres - como aponta a entrevista com a jogadora Marta no jornal “O globo”. Gerando assim, uma falta de  representatividade feminina de forma igualitária com a masculina; ocasionando ainda mais a inferiorização da mulher na sociedade.

Seguidamente, é importante ressaltar o que impede a resolução da problemática. Igualmente ao pensamento de Immanuel Kant, que o juízo analítico, formado pelo princípio da não contradição é capaz de assegurar a pura verdade; é possível analisar a situação das mulheres e práticas esportivas no Brasil. Dessa forma, a valorização do esporte feminino seria o sujeito na visão de Kant, a divulgação da modalidade, a premissa. Assim sendo, quando o governo tem uma lógica contrária, em que a premissa viola o sujeito ( pensamento de que a expressão dos homens no esporte é mais importante do que das mulheres, desvalorizando-as) a verdade é violada, dificultando a resolução do problema.

Portanto, mister que o estado tome as devidas atitudes para amenizar o empecilho. Urge assim, que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, órgão responsável por promover a igualdade entre homens e mulheres e combater todas as formas de preconceito e discriminação herdadas de uma sociedade patriarcal e excludente, aumente a visualização esportiva feminina. Por meio de que, com o auxílio do Ministério da Cidadania, faça um balanceamento no redirecionamento de verba, a fim de, retirar parte da verba destinada para os homens e destinar para as mulheres, igualando os investimentos na área. Para que assim, o sexo feminino possa deixar de ser inferioridade nesse setor, indo a favor dos conceitos dos jogos olímpicos e da visão de More e Kant.