A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 01/08/2020
Na obra “Eu sou Malala” a autora paquistanesa homônima, expõe a luta contra a disparidade entre gêneros. Analogamente ao livro, a atualidade ainda é falha ao alçar a igualdade. Neste âmbito, a desvalorização do esporte feminino é uma das diversas consequências. Isso se deve à omissão estatal atrelada ao conformismo da sociedade. Logo, cabe aos agentes necessários a resolução destes entraves.
Segundo o artigo 1° da Constituição Federal vigente, todos os cidadãos brasileiros têm direito a uma vida digna. Entretanto, a displicência dos governantes permite o não cumprimento da lei. Desta forma, os incentivos aos esportes masculinos trouxeram uma cultura que pretere o contexto feminino, relegando-o. Sob este viés, o filósofo contratualista, Thomas Hobbes, escreve sobre a necessidade de um Estado que cumpra seus deveres, evitando o caos social; neste caso a perpetuação da desigualdade é incongruente. Á vista disso urge o fim deste paradigma.
Ademais, a inação da sociedade é responsável pela estagnação social. Neste sentido, o conformismo evita a adoção de medidas progressistas — que possam tornar o esporte feminino mais popular — as quais são barradas pelo conservadorismo. Tangente a isso, a filósofa alemã, Hannah Arendt, teoriza acerca da “Banalidade do mal”, a qual descreve a normalização de atos hediondos, uma vez que são amplamente replicados; deste modo, a exclusão sofrida das mulheres no esporte é banalizada. Diante ao exposto, urge o fim deste paradigma.
Infere-se, portanto, que há necessidade de enaltecer o esporte feminino no Brasil. Para isso, o Ministério da Cidadania deve investir massivamente na formação das atletas, mediante ao financiamento de empresas terceirizadas que auxiliem na causa, visando o cumprimento do artigo 1°. Por conseguinte, cabe ao Ministério da educação o desenvolvimento do senso crítico dos estudantes, por intermédio de propagandas socioeducativas, objetivando amenizar o conformismo. Assim, a luta de Malala será facilitada.