A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/08/2020

Na mitologia grega, o esporte é representado pela deusa alada Nice, que é a personificação da vitória e força. Hodiernamente, as mulheres, embora participem ativamente de diversas modalidades do esporte, não obtém reconhecimento suficiente. Isso se deve, sobretudo, a falta de visibilidade e ao preconceito. Desse modo, é importante resolver as instâncias que envolvem a problemática.

Primordialmente, na Grécia Antiga, os homens eram criados unicamente para guerrear. Por terem a participação vetada nos jogos, cabia as mulheres apenas o direito de serem mães dos cidadãos gregos. Nesse sentido, é perceptível a desproporção existente entre os gêneros. Em 2015, Marta, jogadora brasileira, se tornou a maior artilheira da Seleção, após ultrapassar os gols do ex-jogador Pelé. No entanto, a disparidade entre as duas carreiras é refletida através do desequilíbrio salarial, prestígio, campanhas publicitárias, patrocínios e da audiência obtida por meio dos jogos em campo.

Não obstante, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a prática de exercícios físicos por mulheres é 40% inferior aos homens. Consoante a isso, a persistência em denominar o gênero feminino como inferior ou frágil, continua presente na sociedade. Além disso, a sexualização feminina e a imposição da feminilidade, propende a contribuir para a permanência desses estereótipos no âmbito social.

Mediante os fatos expostos, medidas são necessárias para resolver a problemática. Urge que o Governo Federal, adjunto do Ministério da Cidadania, disponibilize um aumento de verbas para a construção de ginásios esportivos, visando a inclusão na comunidade local. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, discutir questões relacionadas as políticas que envolvem o funcionamento do esporte feminino, assim, desenvolvendo pensamentos críticos acerca das desigualdades que assolam o tema, buscando sua reversibilidade.