A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 31/07/2020

No Brasil, atualmente, as mulheres enfrentam vários paradigmas criados por uma sociedade pratriarcal. E, o que deveria ser uma prática de união social é só mais uma ferramenta de exclusão - o esporte. Haja vista, que isto ocorre por dois grandes fatores: o preconceito imposto no cenário femino e poucas mulheres em posição de direção em conselhos desportivos.

Primeiramente, o preconceito contra o desporte femenino não é atual, pois tem suas marcas no passsado também. Tendo em vista que durante o governo de Getúlio Vargas o esporte femino chegou a ser  proibido por decreto e, atualmente, a presença das mulheres em esportes é vista como uma competição inferior. Logo, ao não serem tratadas como atletas apenas ratifica o fato do esporte ter forte raízes patriarcais e excluí ao invés de unir.

Outrossim, há poucas mulheres em posição de direção ou em conselhos esportivos. Segundo o levantamento feito pelo Globoesporte cerca de 3,6% das pessoas que compõem os conselhos esportivos são mulheres. Assim, a presença quase nula das mulheres contribui para o aumento do preconceito e alimenta o estigma social do sexo frágil o que mantém as raízes do pratriarcado ainda vivas e inibe a presença de mulheres no cenário desportivo.

O Brasil, portanto, conhecido no exterior como país do futebol ainda tem dificuldades de inserir sua população nele. Assim, urge ao MEC, por meio de palestras e projetos sociais sobre a importância da mulher no esporte com a finalidade de reduzir o estigma do sexo frágil e incentivara nova geração a andar de mãos dadas  com o desporto. E, cabe a Confederação Brasileira de Esporte(CBF), instituir um número minímo de vagas para mulheres nos cargos de direção de clubes esportivos a fim de reduzir a desigualdade no desporte. Somente assim, o Brasil poderá superar os desafios ocasionados pela estigmatização da mulher no esporte