A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/07/2020
A discussão a respeito da desigualdade entre homens e mulheres não é recente, além do mais se manifesta em diversas esferas na sociedade brasileira. Porém continuamente diversos obstáculos são colocados em relação à prática do esporte feminino, comprovado não apenas pela falta de investimentos, assim como pelo preconceito que está enraizado até hoje na população. Marilena Chauí define preconceito como “uma ideia anterior à formação de um conceito”.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que mesmo após a abolição do decreto que proibiu a prática de esportes por mulheres, o Decreto-Lei 3199 de abril de 1941, pouco foi realizado por parte das autoridades brasileiras para incentivar e financiar o esporte feminino. O que legítima a natureza de um problema sócio histórico ainda presente na sociedade, o machismo.
Da mesma forma, é válido ressaltar que o decreto promulgado em 1941, fez parte das inúmeras restrições já impostas às mulheres na história do Brasil, não somente no esporte, mas na educação e no mercado de trabalho. Como resultado, o baixo acesso do público feminino a atividades físicas e esportivas no Brasil, apenas reafirma o preconceito no que se refere a participação de mulheres no esporte até os dias de hoje.
Torna-se evidente, diante do exposto, a real necessidade de ações governamentais para que estabeleça incentivos a inclusão da mulher no esporte. No tocante a este assunto, é dever do Ministério dos Esportes disponibilizar recursos para que estimule a prática e a valorização do esporte feminino no Brasil. Além do mais, cabe às escolas e emissoras de televisão promover o debate em relação ao assunto, buscando valorizar e apoiar a prática de esporte por meninas e mulheres. Somente assim, a desigualdade de gênero será reduzida, garantindo a participação feminina em ambientes onde não estão presentes ou sofrem preconceito.