A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/07/2020
O Brasil possui uma herança cultural machista, comprovada pelo Decreto-lei 3199, de abril de 1941, o qual proibia a participação feminina nos esportes, impedindo sua atuação por décadas. Apesar disso, com o tempo, as mulheres foram adquirindo mais direitos e o atletismo se tornou mais acessível, fato evidenciado pela ordem da CBF de que ,a partir de 2019, todos os clubes da série A do campeonato brasileiro serão obrigados a ter uma equipe feminina adulta e uma de base, que disputem ao menos um campeonato oficial. Porém, as mulheres ainda encontram muitos obstáculos, como o preconceito de gênero e a falta de patrocínio e de visibilidade do seu esporte, uma injustiça que deve ser combatida.
Cabe se destacar o inapropriado preconceito de gênero sofrido pelas mulheres no ramo esportivo, o qual pode ser confirmado pela jogadora Marta, que passou Pelé e se tornou a maior artilheira da Seleção Brasileira, com 98 gols, mas sofre com a falta de visibilidade e de patrocínio que se apoiam no preconceito. Além disso, as mulheres sofrem com a falta de prestígio, ocupam, na maioria das vezes, cargos inferiores mesmo sendo aptas para os superiores e recebendo salários menores.
Adjacente a isso, destaca-se a falta de divulgação da mídia, a qual dá pouca visibilidade para o esporte feminino, o que desestimula gerações futuras, já que pouco se é apresentado as pessoas sobre ele. Isso também contribui para a carência de investimentos nesse setor esportivo, dificultando a representatividade feminina, fato exemplificado pela equipe de handball feminino que mesmo sendo muito premiada e melhor que a masculina não conseguiu participar dos mundiais por falta de patrocínio.
Outrossim, a mulher é muito sexualizada no Brasil, sendo mais incentivada a profissões no ramo artistico e da beleza, do que no esportivo. Ao realizarem esportes, muitas vezes, as mulheres são masculinizadas, podendo até serem submetidas a testes de feminilidade caso seu desempenho como atleta se sobreponha aos padrões esperados. Tal discriminação desestimula a participação feminina e acaba estimulando a homofobia, que é muito presente nesse setor.
Portanto, é evidente as dificuldades enfrentadas pelo esporte feminino. Visto isso, é necessário que a Secretaria Especial do Esporte em conjunto com a mídia aumente à visibilidade do esporte feminino, realizando campanhas e propagandas que informem sobre a tragetória e as conquistas das atletas para conseguir atrair mais público, o que mobilizará patrocinadores e investidores, promovendo assim o crescimento e à valorização do esporte feminino. Ademias, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, deve realizar um projeto que vise reduzir o preconceito de gênero, para diminuir cada vez mais as desigualdade sofridas pelas mulheres no mercado de trabalho até elas acabarem, pois os cidadãos devem ser valorizados pela qualidade de seus serviços e não por seu gênero sexual.