A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 01/08/2020
Antigo combate
É de consenso que a inserção e a atuação da mulher nos espaços sociais é devido a muitas lutas feministas e a um longo e contínuo processo de empoderamento, e no que tange a temática esportiva não seria diferente. Se por um lado há avanços nessa luta, por outro, há um conjunto de fatores que insistem na desvalorização do esporte feminino brasileiro.
É importante frisar que, um dos principais fatores que dificultam o progresso nessa temática é o contexto sócio histórico, pois nele estão fundamentados preceitos patriarcais, machistas e sexistas, no qual por muitos anos as mulheres foram tidas como biologicamente frágeis, incapazes e dignas de proteção. Haja vista que, só a partir de 1980 as mulheres com muita luta conseguiram um pouco de liberdade na prática de algumas modalidades e antes disso eram tidas com subverção.
Outro fator que colabora para a desvalorização dessas profissionais é o constante empenho da sociedade em objetificá-las, seja sempre erotizando- as, seja inferiorizando suas performances, suas características físicas, seja comparando com desempenho masculino de forma negativa, e impedindo a projeção em cargos de coordenação, gestão esportiva e etc..
Além disso, é notório a insistência em invisibilizar as conquistas femininas, como por exemplo, as conquistas futebolísticas masculinas sempre foram hiper-valorizadas , sempre é comentada a atuação do rei Pelé, que durante muito tempo foi o artilheiro da seleção brasileira, mas que foi substituído pela jogadora Marta e que mesmo tendo diversos premiações como melhor jogadora do mundo, ainda não obteve a mesma projeção nacional.
Portanto, mesmo que a sociedade tende a desprestigiar o esporte feminino, as mulheres se fazem presente em diversas modalidades, contudo apenas a prática não é suficiente, é essencial ir além. A presença feminina deve ser normatizada também em cargos de gestão, logo é necessário investimentos, patrocínios, divulgação e exploração pela mídia. e