A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 31/07/2020

Valorizando mais o feminino e suas formas

As lutas por mais igualdade entre homens e mulheres é contante que atravessa também o esporte. Deste os esteriotipos que o corpo feminino carrega, quanto pequenos avanços pelos espaços delas em competições.

Infelizmente o corpo feminino ainda é validado como objeto erótico, sensual, que deve ser belo e com a expectativa da figura materna e frágil. A socióloga Nathalia Ziê alerta que geralmente  os homens são fotografados em ação enquanto que as mulheres em posições estáticas. Com isso é possível diferenciar o que esta sendo valorizado: o masculino ao desempenho em jogo e o feminino a beleza do corpo. Quando o esporte exige um corpo mais “masculino”, como lutas, muitas esportistas são submetidas a testes para verificação de sexo, reforçando o quanto o corpo feminino tem um padrão de como deveria ser e a reciproca não é verdadeira.

Apesar dessas diferenças existente aos poucos as mulheres vão conquistando espaços e valorizando a participação destas. Se antes a elas era negado a participação em competições, hoje elas podem. Mas essa participação veio a partir de movimentos feministas que pressionavam pela conquista desses direitos. Quando em 1900 mulheres brancas e da elite pressionavam para participar das olimpíadas, em 2019 pela primeira vez no Brasil foi transmitida a copa feminina ao vivo em TV aberta, com jogadoras vindas de diferentes realidades brasileiras. A jogadora Martha participou de uma campanha publicitaria da Brahma como protagonista e valorizada pela sua trajetória na carreira.

Para valorizar o esporte feminino no Brasil precisamos valorizar cada vez elas, dando oportunidades a estas. O Conselho Nacional do Esporte deve incentivar e popularizar esportes femininos através campanhas publicitarias reforçando a ideia delas serem representadas em posições de ações, com diferentes corpos para que as mulheres se sintam representadas.