A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 01/08/2020
Indubitavelmente, desde da Idade Antiga o gênero feminino foi privado de muitas práticas que eram consideradas básicas para os homem, com isso a sociedade só modificando a sua forma de enxergar as coisas, e se iniciou o processo de dividir as tarefas que seriam ideal para cada sexo, e consequentemente a mulher foi destinada a trabalhos domésticos por muito tempo. Contudo, ao se analisar a valorização do esporte feminino no Brasil, percebe-se que muitos paradigmas sociais já foram quebrados, mas ainda estão longe de serem completamente dissolvidos. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados como o preconceito ainda persistente e a visibilidade.
A princípio, convém frisar que o preconceito com as mulheres no esporte auxilia na disseminação do agravante no país. Nessa perspectiva, segundo uma das mais renomada jogadora de tênis norte americana Serena Williams, “Se queremos jogar contra os homens somos loucas e se sonhamos com oportunidades iguais, somos delirantes”. Sob essa ótica, a jogadora não foi a primeira e não será a última mulher a ser discriminada no esporte, mesmo com 23 campeonatos ganhos não é considerada boa o suficiente em sua profissão. Dessa forma, por muito tempo muitas atletas vêm sendo desvalorizadas pela sua própria nação, sendo necessário debates para resolver o impasse.
A princípio, convém frisar que a falta de credibilidade para as equipes femininas no esporte foi por muito tempo um fator predominante para a persistência da desigualdade. Nesse viés, de acordo com dados oferecidos pelo Kantar Ibope Media, a partida de futebol feminino entre Brasil e Austrália no ano de 2016 no Rio de Janeiro, foi o quarto evento mais assistido pela TV brasileira, totalizando 22.5 milhões de espectadores. Ademias, é conveniente salientar que a valorização do esporte feminino no Brasil, embora seja muito lento está ocorrendo, comprova-se isso pelo fator da Seleção Feminina Brasileira já ter participado de muitas Copas do Mundo, mas a sétima foi a primeira vez que as partidas foram transmitidas, ao vivo, pela televisão aberta. Logo, compreende-se que os jogos não chegam para o público de maneira tão simples como os do outro gênero.
Depreende-se, portanto a relevância da valorização do esporte feminino no Brasil. Para isso, é necessário que as emissoras brasileiras, transmita os jogos femininos da mesma maneira que os masculinos, o fito de tal ação é valorizar cada vez mais as atletas para superar de vez os paradigmas que ainda restam. Sendo assim, é necessário destrinchar a questão do gênero para a devida valorização do profissional, para que possa exercer as suas capacidades da melhor maneira possível. Diante disso, a problemática será por fim resolvida, promovendo uma sociedade justa e igualitária como aquela desejada pela jogadora Serena Williams.