A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/08/2020

A impotência perante a imagem masculina e a desvalorização exponencial outorgada pela sociedade sob o gênero feminino está substancialmente presente na obra literária,  “A falência”, de Júlia Lopes de Almeida. Analogamente ao enredo do livro, desdobra-se sobre a atualidade um cenário de reclusão e retaliação  sobre as mulheres, a princípio, em comunidades que estão historicamente ligadas a um público, hiperbolicamente, masculino. Dessa maneira, se transpassa a realidade de objeções no mundo esportivo para as mulheres. Portanto, deve-se dialogar envolta dos impasses que estão inerentes ao esporte e como permutá-los em ambientes socialmente democráticos.

Sob este prisma, é de suma relevância salientar que a cultura brasileira sedimenta-se em concepções neandertais, ou seja, pensamentos tardios sob a imagem feminina. Além disso, mulheres buscam, diariamente, a inclusão e participação em diversos âmbitos, como foi o caso em, 1932, devido a mobilização das sufragistas, conquistaram o direito ao voto e, por conseguinte, a voz sob contextos políticos. Sendo assim, analisa-se que pré-conceitos são uma forma de deflagrar uma sociedade excludente e estigmatizada. Logo, deveria descentralizar a hegemonia de homens no cenário esportivo e incitar a pluralidade nestes âmbitos.

Ademais, a ascensão de mulheres no mercado esportivo acarreta na representatividade e coesão na comunidade brasileira, já que viabiliza a oportunidade para adolescentes como uma maneira de profissionalismo e realização pessoal. Nesse viés, o filósofo norte-americano, John Rawls, ressalta que a equidade em uma sociedade é o que trará o progresso e o engajamento no social, econômico e político. Vide, que torna-se essencial para uma região a isonomia e isogoria, impossibilitando contrastes infrutíferos na localidade.

Inegavelmente, a valorização do esporte feminino é imprescindível, pois amplia a acessibilidade e  a democratização de recursos no Brasil. Destarte, o Ministério do Esporte e o Ministério da Cidadania, deveriam ministrar em conjunto de maneira contingencial uma camada de palestras e mobilizações sociais em regiões escolares e periféricas com apoio de mulheres que atuam no esporte, demonstrando a importância desse gênero nas áreas desportivas e como sucatear todos os estigmas inertes na comunidade e ressignifica-los, ao modo que viabilize uma ascensão crescente e potencializada, a fim de edificar e lapidar a imagem da mulher no cenário esportivo, instigando a inclusão e descondensando a exclusividade para reflexos masculinos.