A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/07/2020
No filme “Ela é o cara”, na escola da personagem Viola, o time de futebol feminino é extinto, e a partir disso ela começa a se vestir como seu irmão gêmeo para poder participar do time masculino. A exemplo dessa obra ficcional, é inegável que, na sociedade atual a desvalorização do esporte feminino ainda é uma situação presente. É visível que a falta de investimento e visibilidade é um grande estorvilho para as mulheres no mundo esportivo, e isso é consequência de uma cultura originada do patriarcalismo.
Sob tal perspectiva, vale ressaltar que, em 2019, a jogadora de futebol Marta, fez uma campanha a favor de pagamentos iguais para homens e mulheres, isso por causa da diferença discrepante no salário entre os gêneros. A raiz desse problema foi quando apenas, em 1980, mulheres foram permitidas legalmente a participar do jogo, entretanto, a primeira Copa do Mundo transmitida pela televisão foi somente, em 2019. Desse modo, muitas vezes as pessoas não sabem quando ou ocorrem os jogos femininos, e portanto não querem assisti-los. E por consequência disso, as marcas não se interessam em patrocinar os times. Logo, muitas meninas que têm o sonho de trabalhar no esporte, não se sentem motivadas para continuar praticando-o.
Em paralelo a isso, há o fato do machismo recorrente, que diz que mulheres são frágeis, e não sabem praticar certos esportes tão bem quanto os homens. Essa questão começou porque, na década de 1940, na Era Vargas, houve uma lei alegando que esportes que demandavam força eram contra a natureza feminina. Dessa maneira, além do Estado, os homens também desmotivam mulheres que se interessam por esportes até os dias atuais, ou até mesmo sexualizam-as enquanto jogam. O resultado disso, são cada vez mais mulheres vítimas do machismo e desincentivadas.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de combater esses problemas. Para isso, é imprescindível que a mídia dê visibilidade para as mulheres, por meio de transmissões de jogos e apresentações esportivas, a fim de que mais pessoas assistam-os. Concomitantemente, as escolas devem incentivar meninas a praticarem esportes, por intermédio de aulas de educação física voltada a todas os estudantes, com a finalidade de mais meninas se interessem pela área. Assim, dar-se-à o primeiro passo para mudar esse cenário.