A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 31/07/2020

No filme “Mulan” a protagonista deseja tornar-se uma guerreira para impedir que seu pai vá à guerra. No entanto, a participação das mulheres no exército é proibida, limitando-se aos homens. Dessa forma, Mulan veste as roupas do seu pai e ingressa na guerra para proteger seu povo. Neste cenário, é nítida a desvalorização da mulher em qualquer aspecto que exija força física, como os esportes e também como a mídia agrava esse esteriótipo.

É lícito referenciar o decreto feito em 1941 por Getúlio Vargas, que proibia a participação das mulheres na prática de esportes, por julgar suas condições naturais colocando as mulheres como inferiores aos homens. Mais tarde em 2015, a jogadora Marta ultrapassou Pelé em saldo de gols e se tornou a maior artilheira da Seleção Brasileira, mostrando que o gênero não torna ninguém mais fraco.

Por conseguinte, é notória a negligência da mídia na transmissão de jogos feminino. Em 2019 foi realizada a primeira transmissão do futebol feminino na TV, sendo que os jogos de categoria masculina são transmitidos desde 1972. Segundo o blog Correio Braziliense, a dificuldade de transmissão deve-se ao fato de que os clubes que promovem o futebol feminino não cobram pelo ingresso dos jogos e acabam tendo dificuldades para viabiliza-lo nos melhores horários, de forma que dificulte a acessibilidade aos jogos.

Portanto, medidas são necessárias para a valorização do esporte feminino no Brasil. Cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Governo Federal, promover a ascensão da mulher em meio esportivo por meio de jogos e debates em sala de aula para estimular a prática de esportes. Ademais, cabe ao Ministério da Cultura desmistificar o esteriótipo relacionado a mulher no esporte, por meio de transmissões igualitárias em canais de comunicação. Somente assim, a história da Mulan será apenas uma ficção.