A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 31/07/2020

Em 1941, durante o Estado Novo, regime autoritário implantado no Brasil por Getúlio Vargas, foi aprovado um decreto no qual as mulheres eram impedidas de praticarem esportes, inclusive as modalidades de contato físico, só sendo revogado em 1979. Porém, nota-se que, ainda as atletas encontram dificuldades à prática de esportes, enfrentando a falta de investimentos, credibilidade e preconceitos. Diante disso, cabe ao Estado em parceria com as Instituições privadas proporem um plano nacional visando transformar o atual cenário do esporte, onde as atletas sofrem com o preconceito em relação ao gênero e a falta de visibilidade.

Primeiramente, sabe-se que, em Atenas as mulheres eram proibidas de disputarem e de assistirem aos jogos Olímpicos, devendo apenas ficarem em casa com os afazeres domésticos e com os cuidados maternos. Analogicamente, no Brasil, segundo o decreto estabelecido durante o governo de Getúlio Vargas, as mulheres eram proibidas de praticarem -de acordo com o decreto- atividades que não fossem condizentes com as condições do corpo feminino. No entanto, embora em 1979 tenha sido anulado, as mulheres continuam enfrentando a falta de investimentos por parte do setor público, acarretando na difícil profissionalização dessas atletas, além de salários inferiores aos dos homens, dificuldades em obterem patrocínios e, principalmente, a falta de incentivo.

Sob esse viés, um dos 17 ( dezessete) objetivos para o desenvolvimento sustentável estabelecidos na Cúpula das Nações Unidas é alcançar a igualdade de gênero. Para tal, no Brasil, a partir de 2019 todos os clubes de futebol da série A, são obrigados pela CBF (Confederação Brasileira de futebol) a terem equipes femininas, mostrando assim um grande passo para a conquista do espaço da mulher no esporte, que, infelizmente, na maioria das modalidades não recebem a mesma visibilidade em relação aos homens, por exemplo, no futebol onde a discrepância fica mais visível, enquanto os jogos masculinos são realizados em estádios e com grande número de público, os femininos quando conseguem ser realizados em campos oficiais, normalmente estão quase vazios.

Portanto, com a finalidade de valorizar o esporte feminino no Brasil, urge que o Ministério da Cidadania em parceria com as Instituições privadas invistam neste setor, disponibilizando as elas as estruturas necessárias para treinar e o total incentivo a praticarem esportes. À vista disso, em parceria com as prefeituras de cada cidade utilizarem os centros esportivos como local de treinamento, tendo equipes femininas de todas as modalidades, e junto com as Federações de cada modalidade promoverem competições e convidarem além da população, olheiros dos clubes para assistirem aos jogos. Desta forma, aumentando a visibilidades destas atletas e a equidade no esporte.