A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 31/07/2020

O debate acerca da valorização do esporte feminino no Brasil, assumiu, nos últimos anos, caráter passível de reflexão. Caracterizá-lo, desse modo, implica constatar não só o preconceito, como também a desigualdade de gênero. Nesse diapasão, a lenta mudança de mentalidade da sociedade e a ausência de medidas mais eficazes, dificultam a resolução desse problema social, configurando-o um empecilho para a valorização dessa modalidade no país.

Em primeira abordagem, cumpre salientar o preconceito presente nos esportes femininos. Cabe enfatizar, de início, o desinteresse da sociedade em relação ao “novo”(devido o esporte feminino ser mais recente que o masculino) e a falta de apoio, gerados pelo preconceito, acarretam em sua desvalorização. É certo que a participação das mulheres nos jogos olímpicos têm aumentado a cada década; não menos certo, porém, é a falta de investimentos e credibilidade de patrocinadores para com as competidoras. Assim, como Nietzsche afirmou ao dizer que: “Não se pode resolver os problemas do presente com a mentalidade do passado”; logo, chega-se a conclusão de que o preconceito continuará a perpetuar se a sociedade mantiver a mentalidade estática.

Em segunda análise, deparamo-nos com a desigualdade de gênero nas equipes de esportistas femininas. Nesse contexto, elas são banalizadas e desacreditadas pela maioria que mediante ao machismo social, acreditam que não são tão boas quanto os homens. Outrossim, elas são julgadas por suas “natureza feminina”, tanto como frágeis, quanto incapazes. Ademais, os patrocínios destinados a esportes constituídos por mulheres são mínimos e escassos se comparados aos masculinos. Posto isto, faz-se necessário medidas para o combate da desigualdade de gênero nos jogos femininos locais.

Em face do exposto, depreende-se que a valorização do esportivo feminino no país é algo lento e desafiador. Nesse viés, urge que o Ministério da educação implante nas escolas maneiras para chamar a atenção dos alunos sobre a importância das modalidades femininas no esporte, podendo ser através de palestras com atletas mulheres para falarem sobre suas rotinas como competidoras, apresentar-lhes as diversidades esportivas e os benefícios dos exercícios físicos para o corpo e a mente. E dessa forma, incentivar e motivar em especial as meninas. Além disso, a mídia por sua vez, com o apoio do Estado, investiria em programações na tv falando a respeito do mesmo. Ambos, com a finalidade de mostrar a toda sociedade que o desporto independe de gênero e quebrar todo e qualquer preconceito existente. Talvez, desse modo, teremos uma valorização unânime social do esporte feminino no Brasil.